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Constantin de Tugny

Artista multimídia, formado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense, e atualmente em mestrado em Meios e Processos Audiovisuais na USP. Atua sobretudo nas
áreas de ilustração em animação, com experiência profissional como produtor de arte. Atuou como Vevé, protagonista do episódio Procissão das almas no longa Pequenas histórias (2007), de Helvécio Ratton.

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Matheus Abreu

Com apenas 23 anos, Matheus Abreu vem construindo uma sólida carreira na televisão e no cinema. Em 2017, ele estreou na Tv Globo após ser escolhido por Luiz Fernando Carvalho para viver os gêmeos Omar e Yaqub na primeira fase da minissérie ‘Dois Irmãos’ (vividos por Cauã Reymond na fase adulta). Em seguida, foi protagonista de ‘Malhação’ e integrou o elenco de ‘O Sétimo Guardião’. No cinema, protagonizou o longa O segredo dos diamantes, de Helvécio Ratton, fez uma participação no premiado ”Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e mais recentemente esteve no elenco principal do longa “Pureza” (de Renato Barbieri), ao lado de Dira Paes. Em 2020, ele encara o seu maior desafio: interpretar Thiago Soares, o bailarino carioca que saiu de uma infância pobre em Vila Isabel e se tornou estrela do Royal Ballet de Londres e um dos maiores nomes da dança no mundo.

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Patricia Durães

É idealizadora e curadora da Ciranda de Filmes. Desenvolve há mais de 30 anos projetos e cursos com cinema e educação para a formação de novas plateias. Diretora do Grupo Espaço de Cinema (Cinemas Itaú, Circuito Cinearte e Cinespaço), criadora do Projeto Escola no Cinema e do Clube do Professor e colaboradora do Festival da Juventude da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Na distribuidora Espaço Filmes, é responsável pelo lançamento de filmes infantis no Brasil como o sueco Linéia no Jardim de Monet, Kiriku e a Feiticeira e Príncipes e Princesas de Michel Ocelot.

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Fernanda Heinz Figueiredo

É idealizadora e curadora da Ciranda de Filmes. Dedica-se, juntamente com seus parceiros da Aiuê Produtora, à concepção, direção e produção de conteúdo audiovisual relacionado à educação, cultura e desenvolvimento sustentável. Sementes do Nosso Quintal (2014), seu primeiro longa lançado na Ciranda de Filmes, retrata a experiência de sua primeira escola quintal, a Te-Arte, e foi premiado pelo público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do Festival du Film d’Éducation na França.

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Neimara Ramos Américo dos Santos

Nascida em Angatuba/SP em 29 de dezembro de 1974, é licenciada em Pedagogia, Ciências e Física. Em 2006 começou a lecionar na rede Municipal de Educação de Angatuba e há 9 anos trabalha na equipe gestora, primeiro como Coordenadora Pedagógica por 5 anos e nos últimos 4 anos como Supervisora Pedagógica do Ensino Fundamental II.

É professora de Ciências da Natureza da Escola Estadual “Ivens Vieira” do município de Angatuba desde 2018.

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Maria de Lourdes Gomes da Silva

Orientadora Pedagógica do CEI Agostinho Páttaro. Especialista em gestão Educacional. Mestre em Educação

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A escuta da Ciranda Cirandinha

por Luciana Ferreira Tavares, psicóloga e psicopedagoga, atua como psicóloga escolar e terapeuta colaboradora do Instituto Gestalt de Vanguarda Cláudio Naranjo

“Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me diz que somos feitos de histórias.” Eduardo Galeano

Como uma grande espectadora escutei as narrativas das crianças e adolescentes na mostra Ciranda Cirandinha de Filmes, uma iniciativa da Ciranda de filmes. Adentrei na proposta um pouco com o pé atrás de como seria conduzir essa roda de conversa de forma virtual e, para minha surpresa, foi lindo de se ver e de ouvir.

Afinal, criança é criança, adolescente é adolescente e cinema é sempre cinema. E com a mesma vivacidade, leveza, autenticidade, as trocas aconteceram, com direito a tudo o que envolve quando estamos imersos no universo do cinema e da infância.

Na primeira roda de conversa, com crianças até 6 anos, o curta escolhido foi Mitos indígenas em travessia. Apresentamos a temática e passamos o curta, solicitamos para as crianças fazerem um desenho do que mais chamou a atenção e abrimos espaço para a fala. Um espaço aberto, fenomenológico e sem roteiros.

Da narrativa das crianças, a forma como cada uma interagiu com as imagens e a história foi mágico: dos animais gigantes, do menino que virou peixe, as crianças disseram quais animais escolheriam ser: onça, peixe, tartaruga, gato, dragão entre tantos outros possíveis. Um imaginário a céu aberto, que contempla o mundo com olhos de infância. A cada fala, adentrávamos um pouco na visão de mundo de cada criança, das construções que estão tecendo em relação a vida, ao que escutam e ao que elaboram: do menino que queria ser peixe veio a crítica de como o ser humano não cuida da natureza, do tanto de plástico que jogam nos oceanos e de como as tartarugas estão morrendo. E do descontentamento, um manifesto foi sendo construído: Não joguem plástico nos rios, nós somos os oceanos! Os adultos, ou melhor dizendo, eu, fiquei tocada com a sabedoria das crianças e suas infinitas possibilidade de vir a ser já sendo, simplesmente crianças.

Desenho de Vinicius Matheus

No curta Dona Cristina perdeu a memória, fiquei sem palavras e uma lágrima escorreu imperceptivelmente na minha face. O curta por si só já é profundo e lindo, somado a narrativa trazida pelo grupo de adolescentes foi de uma poética avassaladora. Iniciaram suas narrativas timidamente, falando da memória e da saudade dos avós que já partiram, para adentrar a reflexões profundas sobre perdas, dores, cicatrizes e das superações que contribuíram para o que eles são hoje. Falaram das suas histórias de vida, dos fatos marcantes e das cicatrizes que são relíquias da memória. Os adolescentes foram tocados pela narrativa do curta e abriram suas memórias afetivas e nos presentearam como quem confia um tesouro a alguém. Guardei cada pérola recebida na minha memória, como uma relíquia, assim como Dona Cristina fez com suas histórias de vida. Fizemos do espaço da cirandinha uma grande roda da memória, com alegrias e tristezas, relembrando o que nos atravessa e nos transforma.

No terceiro curta, Viagem na chuva, mesmo que com um grupo menor de adolescentes, foi de uma riqueza cultural costurada com os sonhos das jovens. De imediato, a adolescente faz uma releitura do curta relacionando com um outro com uma riqueza de detalhes que me fez calar e ouvir. E ao falar do que o curta tocou, adentramos no campo dos sonhos que sonhamos e dos processos que acontecem neste universo interior que mora na cabeça de cada um de nós. Falar de sonhos sonhados e de sonhos desejados transcende qualquer discurso racional e promove a conversa para outro patamar imagético: da jornada do herói para a jornada do eu, falando do que cada uma sonhava para a vida. É sempre uma novidade onde as narrativas podem caminhar, não dá para prever aonde que vamos chegar, o final tem infinitas possibilidades de ser e a jornada é a grande delícia de vivenciar.

Agradecida pelo convite e pela jornada vivida, me sinto inspirada e nutrida pelo encontro entre as narrativas costuradas pelo eu, cinema e imaginário.

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Luciana Ferreira Tavares

É formada em psicologia, pedagogia, especialista em psicopedagogia com mestrado em educação. Pesquisa a aplicação da gestalt no contexto infanto-juvenil. No consultório, atende crianças e adolescentes individualmente e em grupos. Atua como psicóloga escolar em uma escola inovadora em Belo Horizonte. Pesquisadora das narrativas da infância e da adolescência! Terapeuta colaboradora do Instituto Gestalt de Vanguarda Cláudio Naranjo.

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Ataliba Benaim

É gestalt-terapeuta, roteirista e documentarista de cinema e TV. Autor do argumento e roteiro de premiados longas-metragem como a animação infantil “Tito e os Pássaros”, dentre outras obras (filmes e séries) ficcionais e documentais, Benaim é também gestalt-terapeuta pelo Instituto Gestalt de Vanguarda Cláudio Naranjo, formando em Experiência Somática pela ABT (Associação Brasileira do Trauma) e um dos idealizadores do Percorrendo Masculinidades (@percorrendo_masculinidades) que realiza investigações e trabalhos terapêuticos com grupos de homens.

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Teatro de sombras celebra o cinema e os sonhos na abertura da mostra

Para aqueles que não puderam assistir e também para quem quer rever, assista aqui a sessão que celebrou a abertura da mostra no dia 4 de novembro!

A contadora de histórias Andi Rubinstein que, na sessão Uma noite para sonhar, contará para nós histórias antigas sobre sonhos e sonhadores, deu as boas vindas ao público na noite que seguiu com uma deliciosa apresentação de teatro de sombras realizada pela Cia. Pavio de Abajour. Em seguida, as curadoras Patricia Durães e Fernanda Heinz Figueiredo anunciaram o programa Jovens realizadoras, que foi apresentado pelas próprias, composto por seis curtas-metragens de cineastas que, já no início de suas carreiras, nos presenteiam com obras incríveis!

Desejamos a todos ótimas sessões e uma ótima mostra! Nos encontramos nas diversas atividades que compõem a programação. Fiquem de olho na agenda completa e não percam!