Do colo da Terra
Com a participação especial de Jerá Guarani, educadora, agricultora e liderança Guarani Mbya da Terra Indígena Tenondé Porã e dos diretores do filme.
Chegando ao final da Ciranda de Filmes, voltamos ao coração do tema que guiou esta edição: a infância como força regeneradora da vida.
Do colo da Terra se aproxima do cotidiano de crianças dos povos Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva, Baniwa e Khisêtjê, em diferentes regiões do Brasil. Entre rios, florestas, roças, brincadeiras, cantos e rituais, o filme revela modos de viver nos quais infância, território, comunidade, espiritualidade e natureza não estão separados. As crianças aprendem participando da vida ao redor, em uma relação de presença, pertencimento e reciprocidade com os seres humanos e mais que humanos que compõem seus mundos.
Com delicadeza e tempo para observar, Renata Meirelles e David Vêluz constroem um filme que não procura explicar as infâncias indígenas, mas se deixar ensinar por elas, suas famílias e ancestrais. O que essas crianças podem revelar sobre cuidado, liberdade, convivência e outras formas de habitar a Terra? Que conhecimentos se tornam visíveis quando silenciamos para escutar seus gestos, brincadeiras e relações?
A sessão contará com a presença dos diretores e de Jerá Guarani, pedagoga, agricultora e liderança Guarani Mbya da Terra Indígena Tenondé Porã, no extremo sul de São Paulo. Sua participação aproxima o filme da experiência viva de quem atua na defesa do território, da educação e dos modos de existência de seu povo.
21h30 Vivência musical com Tainara Takua e Iamandu Karai
E para celebrar o encontro, convidamos Tainara Takua para se apresentar ao lado do irmão, Iamandu Karai. Jovens artistas do povo Guarani Mbya, de Santa Catarina, os dois compartilham a força viva dos cantos-rezos de seu povo, fazendo ecoar no presente a ancestralidade, a espiritualidade e a relação com a natureza. Um encerramento que celebra a continuidade e a renovação da cultura Guarani e reafirma a esperança em um futuro de arte e cultura, no qual jovens artistas indígenas de todo o Brasil possam brilhar, renovando nosso encantamento pela vida.

