{"id":543,"date":"2019-08-16T12:11:12","date_gmt":"2019-08-16T15:11:12","guid":{"rendered":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandacirandinha\/?p=543"},"modified":"2021-08-31T15:49:55","modified_gmt":"2021-08-31T18:49:55","slug":"era-uma-vez-tjamparanjani-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/era-uma-vez-tjamparanjani-2\/","title":{"rendered":"Era uma vez: \u201ctjamparanjani\u201c!"},"content":{"rendered":"\r\n<p>&#8220;Somos poetas, poetisas e artistas do futuro<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Cantamos o A B C da nossa alegria, da nossa dor, da nossa saudade&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O filme\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/119-Tjamparanjani-ndash-Era-Uma-Vez\">&#8220;Tjamparanjani&#8221;<\/a>\u00a0(Miko Meloni, 2016), parte da programa\u00e7\u00e3o da Mostra Itinerante da Ciranda de Filmes, mostra o primeiro epis\u00f3dio do programa de r\u00e1dio de mesmo nome. Nele, foram apresentadas as obras de todos os participantes do novo curso de uma oficina de arte, atividade que revela um pouco sobre as crian\u00e7as, seus gostos e vontades, al\u00e9m da pr\u00f3pria comunidade, incluindo suas fam\u00edlias. Em pinturas, contos e poemas, conhecemos as hist\u00f3rias desses pequenos (grandes) artistas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As crian\u00e7as da Escola Primaria Completa de Natite, bairro na cidade de Pemba, ao norte de Mo\u00e7ambique, ficaram surpresas com o pedido do diretor, que passou em cada sala pedindo para que seus alunos estivessem na escola no s\u00e1bado. \u201cN\u00e3o nos disse o porqu\u00ea, s\u00f3 nos disse para vir\u201d, diz a menina Ornilda Eug\u00e9nio, uma das entrevistadas do\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/119-Tjamparanjani-ndash-Era-Uma-Vez\">&#8220;Tjamparanjani&#8221;<\/a>\u00a0. Ao chegar \u00e0 escola no final de semana, viu as salas divididas em v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de oficinas \u2012 quem quer poesia vai para um lado; quem quer pintura, para outro. Ornilda juntou-se com a turma da poesia e l\u00e1 encontrou professores volunt\u00e1rios que lhe ofertaram materiais e liberdade para poetizar. A garota escolheu homenagear a m\u00e3e, que lhe ajudou com o primeiro poema. Depois do incentivo, \u201ccomecei a falar lindas palavras, escrever belos poemas\u201d. Durante a entrevista, ela confessa n\u00e3o saber se recitar\u00e1 o poema da maneira como o escreveu, mas, ao faz\u00ea-lo para o entrevistador, um dos artistas volunt\u00e1rios da oficina, Ornilda fecha os olhos e seus versos declama com sinceridade e intensidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico momento de integra\u00e7\u00e3o familiar que acaba sendo promovido com a iniciativa da oficina. Junto de Ornilda, Latifo e Cl\u00e1udia s\u00e3o poetas mirins convidados a explorar e aprofundar o conhecimento na poesia com suas av\u00f3s, Av\u00f3 Helena e Av\u00f3 Awagi. Sentam-se juntos e ouvem os contos. As av\u00f3s tamb\u00e9m s\u00e3o artistas. A poesia, cantada em l\u00edngua macua, \u201cbusca um toque do saber antigo\u201d, como diz o realizador do encontro, numa troca entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com isso, os artistas locais conseguem despertar nas crian\u00e7as n\u00e3o apenas a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento, mas um realce e uma afirma\u00e7\u00e3o das suas identidades. Cl\u00e1udia, ou Clau, como chama o entrevistador, conta que em uma das aulas a professora perguntou: \u201cO que \u00e9 poesia?\u201d, \u201cO que faz um poeta?\u201d, \u201cO que faz uma obra de arte?\u201d.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para a primeira pergunta, a poeta responde \u201ca poesia exprime sentimentos\u201d. Para refletir sobre quem \u00e9 o poeta e sua obra, o que conduz \u00e9 pensar em quem \u00e9 Cl\u00e1udia fora da oficina. Para ela, uma qualquer. \u201cFoi na oficina de arte que eu me senti feliz; quando estou fora, sou uma qualquer\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O que ouvimos \u2012 e vemos \u2012 na obra s\u00e3o crian\u00e7as que passam a poder contar sobre si mesmas e sobre o mundo por meio da arte. N\u00e3o \u00e0 t\u00f4a, \u201ctjamparanjani\u201d, em l\u00edngua macua, equivale ao nosso \u201cera uma vez\u201d. Mas as hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o individualizadas. A fam\u00edlia e os artistas se misturam nesse momento, ouvindo e acompanhando as crian\u00e7as em suas experimenta\u00e7\u00f5es. A cada &#8220;tjamparanjani!&#8221; dito na roda, todos devem responder &#8220;shampatteke!&#8221;, mantendo o ritmo do conto.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Depois dessas e de outras hist\u00f3rias, o programa Tjamparanjani encerra seu primeiro epis\u00f3dio \u2012 e o filme \u2012 com uma roda art\u00edstica em um dos centros culturais de Pemba. O artista que guiou as entrevistas, apresentando os artistas e poetas do futuro em seu programa de r\u00e1dio e para n\u00f3s, espectadores do filme, convida as crian\u00e7as a fazerem um poema de pronto. O tema: descrever em versos o seu bairro, para saber como veem o mundo. As crian\u00e7as tentam pensar r\u00e1pido, uma rascunha versos no caderno, outra se mostra nervosa. Mas conseguem dizer com sinceridade, mostrando todo o resultado do projeto: \u201c\u00c9 no meu mundo que eu aprendo\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Assista &#8220;Tjamparanjani\u00a0\u2013 Era Uma Vez&#8221;\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/119-Tjamparanjani-ndash-Era-Uma-Vez\">aqui<\/a>\u00a0ou na p\u00e1gina oficial do\u00a0<a href=\"https:\/\/vimeo.com\/159863298\">diretor<\/a>.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Somos poetas, poetisas e artistas do futuro Cantamos o A B C da nossa alegria, da nossa dor, da nossa saudade&#8221;. O filme\u00a0&#8220;Tjamparanjani&#8221;\u00a0(Miko Meloni, 2016), parte da programa\u00e7\u00e3o da Mostra Itinerante da Ciranda de Filmes, mostra o primeiro epis\u00f3dio do programa de r\u00e1dio de mesmo nome. Nele, foram apresentadas as obras de todos os participantes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1275,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mo_disable_npp":"","footnotes":""},"categories":[2,52],"tags":[],"class_list":["post-543","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares","category-olhares-2019"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4656,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/543\/revisions\/4656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}