{"id":533,"date":"2019-05-30T12:06:38","date_gmt":"2019-05-30T15:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandacirandinha\/?p=533"},"modified":"2021-08-31T15:50:40","modified_gmt":"2021-08-31T18:50:40","slug":"e-assim-mais-uma-ciranda-girou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/e-assim-mais-uma-ciranda-girou\/","title":{"rendered":"E assim mais uma Ciranda girou&#8230;"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Quantos ritmos cabem nesta Ciranda? Foi com essa pergunta-chamamento que as curadoras da Ciranda de Filmes, Patricia Dur\u00e3es e Fernanda Heinz Figueiredo, abriram a mostra de 2019, no Espa\u00e7o Ita\u00fa de Cinema Augusta, em S\u00e3o Paulo. Era um chamado para percorrrer as sonoridades Brasil adentro e mundo afora, ouvindo os sons ao longo do rio Amazonas, os ritmos das quebradeiras de coco, a toada do bumba-meu-boi, as sonoridades dos ciganos em jornada da \u00cdndia \u00e0 Espanha, um m\u00fasico encantando elefantes em terras tailandesas ou as vozes da natureza nos rinc\u00f5es do planeta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ali se iniciavam quatro dias de programa\u00e7\u00e3o intensa, com filmes, oficinas, viv\u00eancias, trocas, escutas e reflex\u00f5es. J\u00e1 na abertura, uma diversidade de ritmos marcava a telona:\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/275-Amazonia-groove\">&#8220;Amaz\u00f4nia Groove&#8221;\u00a0<\/a>(Bruno Murtinho) inaugurou o encontro com o ecletismo do carimb\u00f3 ao technobrega, da m\u00fasica cl\u00e1ssica \u00e0 guitarrada. Ali\u00e1s, guitarrada do mestre Manoel Cordeiro que, se fechou o document\u00e1rio de Bruno Murtinho com um show, abriu a Ciranda de Filmes com outro. Foi surpreendente sair das salas de cinema e encontrar o m\u00fasico paraense num coreto de fitas coloridas convidando todos a dan\u00e7ar ritmos de sua terra natal. Era s\u00f3 o come\u00e7o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na quinta-feira, a primeira viv\u00eancia foi o tor\u00e9 dos\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/olhar\/92-O-tore-que-move-os-Kariri-Xoco\">Kariri-Xoc\u00f3<\/a>. Com chocalhos nos p\u00e9s e maracas nas m\u00e3os, cantaram e dan\u00e7aram em roda, num ritmo que significa &#8220;o que a tristeza significa&#8221;, &#8220;para poder desabafar, lembrar-se&#8221;. Terminada a apresenta\u00e7\u00e3o, abriram uma rodada de perguntas. Foi uma &#8220;maravilha de vozes&#8221;, observou um dos espectadores, uma reuni\u00e3o de diferentes timbres que formam uma unidade harm\u00f4nica. O mestre Wyan\u00e3 Uia-Th\u00ea Kariri-Xoc\u00f3 explicou a inspira\u00e7\u00e3o para tal maravilhamento: &#8220;Vemos o gesto do passarinho, o som do vento, o som da \u00e1gua. N\u00e3o nos preocupamos muito em botar muita letra [nas composi\u00e7\u00f5es], nos preocupamos com a espiritualidade. O sentir, da\u00ed nos deixamos levar&#8221;.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/_img\/_banco_imagens\/INTERNA_SAMU_J7A914223052019.jpg\" alt=\"\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4600\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A914223052019.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A914223052019.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A914223052019-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A pot\u00eancia da m\u00fasica foi reafirmada mais tarde, na exibi\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/212-Vivo-por-dentro-uma-historia-de-musica-e-memoria\">&#8220;Vivo por dentro: uma hist\u00f3ria de m\u00fasica e mem\u00f3ria&#8221;<\/a>\u00a0(Michael Rossato-Bennett), que relata casos de tratamento de Alzheimer a partir da musicalidade \u2013 a \u00e1rea do c\u00e9rebro que responde a est\u00edmulos musicais \u00e9 uma das \u00faltimas a ser comprometida. Assim, perguntar a esses pacientes quais suas can\u00e7\u00f5es favoritas, aquelas que marcaram suas vidas, ajuda a reavivar mem\u00f3rias. A import\u00e2ncia da m\u00fasica na \u00e1rea da sa\u00fade entrou ainda mais na roda durante a conversa com o grupo Arte Despertar, que trabalha com sons e hist\u00f3rias em hospitais. Para o musicoterapeuta Andr\u00e9 Lindenberg, um dos integrantes do grupo, a m\u00fasica \u00e9 capaz de ressignificar um espa\u00e7o como o do hospital e de transformar o tempo. Experi\u00eancias que dilatam o tempo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com Lydia Hort\u00e9lio, a m\u00fasica adentrou o territ\u00f3rio da inf\u00e2ncia. \u201cQual a mais remota lembran\u00e7a musical dos tempos de crian\u00e7a que voc\u00eas t\u00eam?\u201d, perguntou a etnomusic\u00f3loga que no Brasil abriu caminhos para um cuidadoso olhar para a cultura da inf\u00e2ncia. Na palestra da educadora que at\u00e9 hoje exercita seu corpo brincante, ela relembrou sua meninice em Serrinha, cidade na Bahia, onde fez um extenso registro dos brinquedos musicais em diferentes d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, reunindo mais de 600 cantigas. Numa fala em tom de urg\u00eancia, falou tamb\u00e9m do \u201cfosso que separa cidade e campo no pa\u00eds\u201d. Na zona rural, \u201conde o Brasil est\u00e1 encoberto\u201d, a m\u00fasica acompanha todos os gestos das comunidades que persistem em habitar a natureza. E convocou: \u201cTemos que voltar a cantar\u201d. \u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Seguimos cantando e conversando. Ou melhor, seguimos com\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/261-O-piano-que-conversa\">&#8220;O Piano que Conversa&#8221;<\/a>\u00a0(Marcelo Machado), um filme com muitos di\u00e1logos musicais protagonizados pelo instrumento do t\u00edtulo, em parceria com o pianista Benjamim Taubkin. Quando perguntado sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com as sonoridades de outras culturas, Taubkin respondeu sobre a m\u00fasica ser \u201co pr\u00f3ximo est\u00e1gio da humanidade\u201d, em que &#8220;quanto mais a pessoa puder ser o que ela \u00e9, melhor&#8221;. E as prosas desse instrumento continuaram ecoando em outros filmes, como o document\u00e1rio\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/259-Nelson-Freire\">&#8220;Nelson Freire&#8221;<\/a>\u00a0(Jo\u00e3o Moreira Salles), o curta\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/240-O-afinador\">&#8220;O Afinador&#8221;\u00a0<\/a>(Fernando Camargo e Matheus Parizi) e a fic\u00e7\u00e3o cubana\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/224-Esteban\">&#8220;Esteban&#8221;\u00a0<\/a>(Jonal Cosculluela).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na sexta-feira , a educadora Therezita Pagani, da escola Te-Arte, quintal para a viv\u00eancia plena da inf\u00e2ncia, participou de um bate-papo ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do filme\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/301-Musica-na-Te-Arte\">&#8220;M\u00fasica na Te-Arte&#8221;<\/a>\u00a0(Fernanda Heinz Figueiredo). Therezita, batizada de &#8220;talism\u00e3&#8221; da mostra por uma integrante da plateia, lan\u00e7ou uma pergunta \u00e0s m\u00e3es: &#8220;Qual foi o primeiro embalo que cantaram para seus filhos?&#8221;. Foi bonito o que elas entoaram em forma de resposta: de composi\u00e7\u00f5es autorais a can\u00e7\u00f5es que h\u00e1 tempos rondam a noite infantil. A m\u00fasica \u00e9 o primeiro elo para que a crian\u00e7a se entenda, conhe\u00e7a seu ritmo interno, a educadora explicou. Ao final da conversa, um \u00faltimo pedido da educadora: &#8220;Vamos continuar sens\u00edveis \u00e0 m\u00fasica at\u00e9 o fim da vida&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>J\u00e1 na exibi\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/275-Amazonia-groove\">&#8220;Amaz\u00f4nia Groove&#8221;<\/a>\u00a0aberta ao p\u00fablico, o diretor Bruno Murtinho nos contou como musicalidade e espiritualidade caminham juntas. Falou das dificuldades de gravar na regi\u00e3o Norte, territ\u00f3rio imenso, onde o deslocamento \u00e9 oneroso e leva bastante tempo. Da imers\u00e3o em um mundo desconhecido pelos brasileiros. Do trabalho de entrevistas de cinco anos. Ao final, um resultado que impressiona: &#8220;A Amaz\u00f4nia me deu tudo que eu pedi a ela&#8221;. Um filme sobre f\u00e9, que foi feito a partir de v\u00e1rios pequenos milagres.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Benjamim Taubkin, em parceria com os tamb\u00e9m m\u00fasicos Jo\u00e3o Taubkin e Kabe Pinheiro, voltou a inspirar o p\u00fablico da Ciranda numa outra conversa (intensamente) musical. A partir de tr\u00eas filmes inspiradores para o seu fazer art\u00edstico \u2013\u00a0<em>Encontro com homens not\u00e1veis<\/em>\u00a0(Peter Brook),\u00a0<em>Camelos tamb\u00e9m choram<\/em>\u00a0(Byambasuren Davaa, Luigi Falorni) e\u00a0<em>Todas as manh\u00e3s do mundo<\/em>\u00a0(Alain Corneau) \u2013, dialogou sobre a pot\u00eancia da m\u00fasica, territ\u00f3rio imprescind\u00edvel. Entre uma prosa e outra, ele e os outros m\u00fasicos criaram na hora composi\u00e7\u00f5es em sintonia com o que t\u00ednhamos acabado de ver e ouvir no cinema, onde um piano marcou todos os dias presen\u00e7a.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O s\u00e1bado come\u00e7ou com a apresenta\u00e7\u00e3o da orquestra das crian\u00e7as da EMIA, que encantou o sagu\u00e3o do cinema com m\u00fasicas como com Tico-tico no fub\u00e1. Para continuar o assunto de ensino musical, uma partilha de experi\u00eancias se desenrolou com a presen\u00e7a de Claudia Freixedas, Jorge Fof\u00e3o, Roseli Novak e Teca Alencar de Brito. Papo que rendeu reflex\u00f5es sobre como entender a m\u00fasica como um jogo aberto, em que cabem in\u00fameras possibilidades e experimenta\u00e7\u00f5es. Entendido como manifesta\u00e7\u00e3o natural do ser humano, territ\u00f3rio tamb\u00e9m do brincar. Espa\u00e7o em que \u00e9 necess\u00e1rio respeitar a autoria das crian\u00e7as.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4602\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A162525052019.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A162525052019.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A162525052019-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A plateia surgiu com algumas quest\u00f5es a respeito de express\u00f5es musicais contempor\u00e2neas e como educar as crian\u00e7as nesse sentido \u2013 e o tempo ficou curto para tamanha discuss\u00e3o. Como fechamento, a fala de Fof\u00e3o emocionou a plateia e destacou a import\u00e2ncia de procurar sentido nas letras, nos sons. Eles significam algo. O fazer musical \u00e9 parte da exist\u00eancia, &#8220;a m\u00fasica est\u00e1 na ess\u00eancia do homem, quando ele perde isso, ele est\u00e1 se machucando dentro dele mesmo&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A exibi\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/234-Ouca-o-silencio\">&#8220;Ou\u00e7a o Sil\u00eancio&#8221;\u00a0<\/a>(Mariam Chachia) foi seguida por uma discuss\u00e3o sobre o papel da m\u00fasica no desenvolvimento humano com o m\u00e9dico neurocientista Mauro Muszkat. O ponto principal da conversa girou em torno dos impactos da tecnologia nesse processo. Sobre a velocidade de informa\u00e7\u00e3o a que os jovens est\u00e3o expostos e as dificuldades em assimilar todo esse conte\u00fado, o m\u00e9dico comentou: &#8220;Nosso c\u00e9rebro \u00e9 pl\u00e1stico, mas n\u00e3o \u00e9 el\u00e1stico&#8221;. \u00c9 interessante estimular uma crian\u00e7a a partir de diversas ferramentas e instrumentos, mas perceber se elas est\u00e3o sincronizadas com esse movimento \u00e9 essencial. &#8220;Quando voc\u00ea escuta uma m\u00fasica, tem que ter tempo para processar&#8221;, se as crian\u00e7as ficam conectadas digitalmente durante muito tempo, esse tempo n\u00e3o \u00e9 respeitado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A urg\u00eancia da musicalidade em nossas vidas permeou muitos territ\u00f3rios. E adentrou as aldeias no bate-papo Cantos da floresta, com a educadora Berenice Almeida e o m\u00fasico Gabriel Levy. Eles come\u00e7aram pedindo que o p\u00fablico se levantasse e aquecesse o corpo com um canto Krenak. Relacionar voz, palma e pisada, para muitos, foi dif\u00edcil e exigiu algumas tentativas. A inten\u00e7\u00e3o era justamente conectar a plateia com essa sonoridade t\u00e3o distinta do que \u00e9 consumido musicalmente em grande parte do Brasil, influenciado por um padr\u00e3o cultural europeu. A educadora musical proporcionou uma sensibiliza\u00e7\u00e3o sonora. \u00c0 medida que apertava o play no computador, pedia para que as pessoas dissessem as imagens e sensa\u00e7\u00f5es que vinham \u00e0 cabe\u00e7a. Chocalho, aves voando, for\u00e7a, terra e fogueira, tudo coube na floresta que foi trazida \u00e0 sala de cinema.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Sempre presentes no sagu\u00e3o, as crian\u00e7as vieram para a sess\u00e3o comKids, com as rea\u00e7\u00f5es mais diversas para a sele\u00e7\u00e3o de filmes. N\u00e3o faltaram dancinhas nas cadeiras para momentos alegres, choros para os momentos mais obscuros de\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/253-O-rapto\">&#8220;O Rapto&#8221;\u00a0<\/a>(Jos\u00e9 Luis Jim\u00e9nez D\u00edaz) e aplausos ao fim de cada filme. Entre um murm\u00fario e outro, uma menina pergunta \u00e0 amiga, ap\u00f3s assistir ao curta-metragem<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/222-Cassiopeia\">\u00a0&#8220;Cassiopeia&#8221;\u00a0<\/a>(Paulina Urreta), obra mais introspectiva: &#8220;Mas, afinal, o que esse filme tem a ver com m\u00fasica?&#8221;, confusa. A outra lhe responde apenas: &#8220;\u00c9 o sil\u00eancio&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Mais tarde, houve a exibi\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/230-Patrimonio-imaterial-numero-82\">&#8220;Patrim\u00f4nio imaterial n\u00famero 82&#8221;<\/a>\u00a0(Emma Franz), sobre o baterista australiano Simon Barker em sua jornada por conhecer a m\u00fasica tradicional coreana. O m\u00fasico encontra Kim Seok-Chul, um importante xam\u00e3 que estava profundamente doente. O longa documental \u00e9 permeado pela filosofia coreana, em que os xam\u00e3s-artistas se utilizam da m\u00fasica para trazer os esp\u00edritos antigos; em que essa linguagem art\u00edstica se apresenta como uma forma de &#8220;comunicar a energia&#8221;, sendo energia sin\u00f4nimo de ritmo. Assim s\u00e3o conhecidos, como xam\u00e3s-artistas, pois acreditam que &#8220;os m\u00fasicos s\u00e3o uma ponte espiritual entre o Esp\u00edrito Santo e as pessoas&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tudo isso est\u00e1 profundamente conectado \u00e0 natureza. Para eles, o &#8220;yin&#8221; est\u00e1 presente no vale e o &#8220;yang&#8221;, na montanha. A cachoeira, ent\u00e3o, seria o lugar onde esses dois elementos se encontram, um espa\u00e7o de equil\u00edbrio pleno, da &#8220;beleza r\u00fastica&#8221; da pedra, da \u00e1gua corrente. \u00c9 onde muitos buscam essa conex\u00e3o com os ensinamentos da Terra, da mudan\u00e7a, do caminho, do que chamam de &#8220;brilhantismo despertado&#8221;: &#8220;Voc\u00ea pode escolher ser um rio ou um lago&#8221;, diz uma voz, no filme, sobre as li\u00e7\u00f5es do ref\u00fagio no mundo natural.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ap\u00f3s essas reflex\u00f5es de uma cultura t\u00e3o distante geograficamente, um convite ao que est\u00e1 perto: Gustavo Gitti ofereceu a viv\u00eancia TaKeTiNa, com ritmos tradicionais de diversas culturas, inclusive a coreana. O inventor desse m\u00e9todo, o austr\u00edaco Reinhard Flatischler, aprendeu seus princ\u00edpios com Kim Seok-Chul, o xam\u00e3 do filme\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/230-Patrimonio-imaterial-numero-82\">&#8220;Patrim\u00f4nio imaterial n\u00famero 82&#8221;<\/a>\u00a0. Todos, ent\u00e3o, se juntaram no sagu\u00e3o do cinema, em uma roda, entoando sons em um mesmo ritmo, uma mesma sintonia. &#8220;Boa parte do nosso sofrimento vem da desconex\u00e3o&#8221;, abriu Gustavo Gitti, chamando as pessoas a buscarem essa cura por ritmos arquet\u00edpicos, inclusive brasileiros, para trabalhar corpo e mente. A viv\u00eancia de vinte minutos foi intensa, mas apenas uma amostra do m\u00e9todo que costuma durar horas \u2013 e que j\u00e1 havia sido experienciada por alguns na oficina que Gitti ofereceu durante os dias da Ciranda.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4604\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A302825052019.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A302825052019.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A302825052019-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/olhar\/87-O-cinema-nunca-foi-mudo\">Tony Berchmanns<\/a>\u00a0tamb\u00e9m encantou o p\u00fablico na exibi\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/280-O-Garoto\">&#8220;O Garoto&#8221;<\/a>\u00a0(Charles Chaplin). Enquanto o filme passava, reproduzido em um projetor cinematogr\u00e1fico anal\u00f3gico 35mm, o pianista improvisava sua trilha sonora ao vivo. Em uma masterclass oferecida um pouco antes, contou algumas de suas t\u00e9cnicas: &#8220;A minha partitura \u00e9 o filme, estou em intenso di\u00e1logo com ele&#8221;. Por isso, tem um &#8220;vocabul\u00e1rio de temas&#8221; em sua cabe\u00e7a, o qual acessa quando est\u00e1 em uma sess\u00e3o de Cinepiano. Mostrou diferentes varia\u00e7\u00f5es de harmonia, ritmo, melodia e sonoridades que podem atribuir outros sentidos a uma trilha sonora, mais alegre ou mais triste, mais calma ou mais agitada. Tudo isso como uma constru\u00e7\u00e3o de clich\u00eas que foram constru\u00eddos durante a hist\u00f3ria da m\u00fasica. &#8220;Meu foco \u00e9 tentar trazer o que a narrativa quer construir&#8221;, disse Berchmanns, aplaudido de p\u00e9.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A noite do s\u00e1bado n\u00e3o findava ali. Marcelo Machado, cineasta consagrado que se especializou em filmes ligados ao tema musical, trouxe tamb\u00e9m a p\u00fablico hist\u00f3rias de bastidores de seu document\u00e1rio lan\u00e7ado em 2012, \u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/271-Tropicalia\">&#8220;Tropic\u00e1lia&#8221;<\/a>\u00a0\u2013 as entrevistas com artistas que participaram desse movimento cultural, pesquisa e montagem do longa, que foi exibido na mostra. Entre as curiosidades, o fato de que o filme foi pensado inicialmente de forma muito diferente. Seria a hist\u00f3ria de um artista estrangeiro que vem ao Brasil conhecer o tropicalismo, mas temeu que esse personagem externo &#8220;eclipsasse&#8221; as verdadeiras estrelas do filme, os brasileiros.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Decidiu, ent\u00e3o, come\u00e7ar com a pesquisa, um trabalho de garimpo que durou dois anos. Pressionado pela produtora, colocou todo o material em uma linha do tempo e percebeu que j\u00e1 era suficiente. Come\u00e7ou as entrevistas com artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Z\u00e9, sempre em uma &#8220;caverna da mem\u00f3ria&#8221;, espa\u00e7o escuro e com uma grande tela que organizava especialmente para isso. L\u00e1, mostrava a seus entrevistados &#8220;partituras&#8221;, trechos de v\u00eddeos da \u00e9poca n\u00e3o t\u00e3o conhecidos, com dez a quinze minutos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Foi inevit\u00e1vel comparar aquele tempo com o presente, mesmo com diferen\u00e7as bem marcadas. Isso veio nas perguntas do p\u00fablico, em que o diretor reconheceu as semelhan\u00e7as. &#8220;Por mais que dialogue com o tempo atual, o grande m\u00e9rito do filme \u00e9 trazer a mem\u00f3ria.&#8221; Sobre pol\u00edtica, assunto que permeia todo o longa, resumiu: &#8220;Quando os tempos s\u00e3o de convuls\u00e3o, os m\u00fasicos s\u00e3o antenas como todo artista. Eles [os tropicalistas] viveram seu tempo com grande intensidade&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ent\u00e3o j\u00e1 era domingo, dia de exibi\u00e7\u00e3o do filme\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/258-Mantra---Sounds-into-silence\">&#8220;Mantra \u2013 Sounds into silence&#8221;<\/a>, em que um dos personagens do document\u00e1rio come\u00e7a definindo tal pr\u00e1tica: man (&#8220;mente&#8221;), tra (&#8220;transcender&#8221;). O longa de Georgia Wyss traz o tempo todo essa busca pela calmaria interna, pelo desligamento do excesso de informa\u00e7\u00f5es que nos cerca, pela liberdade. Sugere caminhos para desviar-se do &#8220;kali yuga&#8221;, o &#8220;tempo das m\u00e1quinas&#8221;, e dedicar mais tempo a n\u00f3s mesmos. S\u00e3o diferentes perspectivas mostradas no filme, diversas &#8220;comunidades sonoras&#8221;, incluindo a de presidi\u00e1rios que tamb\u00e9m est\u00e3o nessa empreitada de desenvolvimento da espiritualidade e t\u00eam contato com o kirtan, um tipo de mantra. Afinal, a espiritualidade permite que qualquer um, de qualquer cren\u00e7a, envolva-se em tais pr\u00e1ticas. &#8220;Espiritualidade \u00e9 sobre sabedoria, e n\u00e3o sobre poder.&#8221;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4605\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A366526052019.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A366526052019.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A366526052019-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Terminada a exibi\u00e7\u00e3o do filme, fomos convidados a uma rica viv\u00eancia com F\u00e1tima Caldas, do Instituto de Gestalt de Vanguarda Claudio Naranjo. Foi uma experi\u00eancia de imers\u00e3o para acessar nossa interioridade por meio da m\u00fasica. Bach, Mozart, Beethoven: suas composi\u00e7\u00f5es conduziram uma medita\u00e7\u00e3o guiada, de acolhimento de si. A proposta era adentrar em diferentes tipos de amor, experimentar estados interiores, tudo por meio da m\u00fasica. Deixar que ela &#8220;fale atrav\u00e9s de voc\u00ea&#8221;. &#8220;N\u00e3o importa a cultura, n\u00e3o importa a linguagem musical, precisamos de um lugar que a m\u00fasica acessa com facilidade [&#8230;], que sempre clama por contato.&#8221;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tamb\u00e9m fomos marcados por um document\u00e1rio essencialmente musical que, sem falas ou di\u00e1logos, conta a hist\u00f3ria de migra\u00e7\u00e3o dos ciganos, do noroeste da \u00cdndia \u00e0 Espanha, trazendo tradi\u00e7\u00f5es culturais e quest\u00f5es pol\u00edticas ligadas ao povo. Assim \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/filme\/233-Latcho-drom\">&#8220;Latcho drom&#8221;<\/a>\u00a0(Tony Gatlif), um dos \u00faltimos filmes exibidos na Ciranda de Filmes, seguido por uma conversa com o professor de mitologia Marcos Ferreira-Santos. Ele comparou o modo de vida das popula\u00e7\u00f5es ciganos ao dos povos afros e ind\u00edgenas. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o sociedades-museu, s\u00e3o sociedades vivas&#8221;, lembrou o educador, ao citar semelhan\u00e7as como a vida em comunidade, a rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com a natureza, a tradi\u00e7\u00e3o oral e uma outra concep\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4606\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A389326052019_1.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A389326052019_1.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A389326052019_1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&#8220;Mais do que aprender a falar, aprendemos a ouvir&#8221;, diz, sobre uma &#8220;po\u00e9tica da escuta&#8221; exercitada pelos povos mencionados. Nessas comunidades, a sa\u00fade pessoal corresponde \u00e0 sa\u00fade comunit\u00e1ria. &#8220;O ser humano n\u00e3o \u00e9 essencialmente bom ou essencialmente mau. Ele \u00e9 doente.&#8221; E o que \u00e9 melhor do que a m\u00fasica para cur\u00e1-lo? Afinal, &#8220;a nossa p\u00e1tria \u00e9 a m\u00fasica, a dan\u00e7a e a l\u00edngua&#8221;, conclui.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ap\u00f3s tantas experi\u00eancias transformadoras, chegou a hora da despedida da 5\u00aa Ciranda de Filmes. O encerramento foi anunciado por uma grande mestra da m\u00fasica, que ressoa at\u00e9 hoje na nossa tradi\u00e7\u00e3o popular: a fluminense Clementina de Jesus retratada em document\u00e1rio de Ana Rieper. Considerada o &#8220;elo perdido&#8221; entre a cultura brasileira e suas ra\u00edzes africanas, marcou o Brasil e o mundo com sua voz e suas composi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do extenso repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Era o fim? Ao sair da sala de cinema, ainda movidas pelas hist\u00f3rias e rimas da sambista, as pessoas se depararam com os brincantes do bumba-meu-boi comandados pelo mestre maranhense\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/cirandinha\/olhar\/94-De-meninos-e-bois-encantados\">Ti\u00e3o Carvalho<\/a>, com a participa\u00e7\u00e3o do Grupo Cupua\u00e7u. Todos entraram na roda e brincaram junto ao Pai Francisco e \u00e0 M\u00e3e Catirina, sem poder faltar, \u00e9 claro, o boi e seus giros que tanto encantaram as crian\u00e7as. A brincadeira foi t\u00e3o intensa que transbordou para a rua, em plena Augusta, com os tambores ressoando em meio \u00e0s buzinas dos carros e \u00f4nibus, abastecendo a cidade \u201cde poesia, beleza e coragem\u201d, assim como nos contou a professora Shirley Maria de Oliveira, que disse frequentar a Ciranda como quem \u201cadentra um portal, um lugar de encantamento, encontro e afetos\u201d.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4607\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A455226052019.jpg\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A455226052019.jpg 580w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/INTERNA_SAMU_J7A455226052019-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Texto: Gabriela Romeu, Lu\u00edsa Cort\u00e9s e Mir\u00e9ia Figueiredo\/Est\u00fadio Veredas<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Fotos: Samuel Macedo<\/em><\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quantos ritmos cabem nesta Ciranda? Foi com essa pergunta-chamamento que as curadoras da Ciranda de Filmes, Patricia Dur\u00e3es e Fernanda Heinz Figueiredo, abriram a mostra de 2019, no Espa\u00e7o Ita\u00fa de Cinema Augusta, em S\u00e3o Paulo. Era um chamado para percorrrer as sonoridades Brasil adentro e mundo afora, ouvindo os sons ao longo do rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":534,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mo_disable_npp":"","footnotes":""},"categories":[2,52],"tags":[],"class_list":["post-533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares","category-olhares-2019"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=533"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4608,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/533\/revisions\/4608"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}