{"id":4382,"date":"2015-05-29T12:42:02","date_gmt":"2015-05-29T15:42:02","guid":{"rendered":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/?p=4382"},"modified":"2021-08-26T12:50:05","modified_gmt":"2021-08-26T15:50:05","slug":"a-fronteira-indomita-entre-ser-e-conviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/a-fronteira-indomita-entre-ser-e-conviver\/","title":{"rendered":"A fronteira ind\u00f4mita entre ser e conviver"},"content":{"rendered":"<p>Como os espa\u00e7os podem apoiar e potencializar as fronteiras ind\u00f4mitas do ser e conviver infantil? Como espa\u00e7o de poder, a escola e a cidade t\u00eam que ser espa\u00e7os de garantia da cidadania e das subjetividades que, m\u00faltiplas, devem ser espa\u00e7o de express\u00e3o de afetos e pol\u00edticas. A Ciranda 2016 abre uma prosa sobre as maestrias do ch\u00e3o, sobre pedagogia da materialidade do espa\u00e7o e da experi\u00eancia que Paulo Freire nos atentava. A escola e a cidade como espa\u00e7os do imprevisto, da teatralidade no ensinar e do aprender, &#8220;como espa\u00e7o de mudan\u00e7as, de inven\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas&#8221;, como diz Bell Hooks.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Beatriz Goulart, uma das grandes estudiosas brasileiras dos espa\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o, como arquitetura e urbanista, continuou aqui a contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Roda de Conversa Maestria do Ch\u00e3o. \u00a0Ela conversou com a gente sobre as narrativas dos espa\u00e7os, a arquitetura como linguagem e express\u00e3o do processo de desenvolvimento infantil e da educa\u00e7\u00e3o, nas geografias e sobreposi\u00e7\u00f5es de cartografias t\u00e3o caras, que\u00a0<b>\u00a0<\/b>&#8220;explicita todos elas e quase nos conta o caminho a seguir para vivermos melhor como indiv\u00edduos e como sociedade&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>&#8211; \u00a0A narrativa dos espa\u00e7os e os espa\u00e7os de poder:<\/b>\u00a0\u00a0<b>Faz parte da arquitetura, a cria\u00e7\u00e3o de narrativas e sentidos. Al\u00e9m do aspecto funcional de um projeto arquitet\u00f4nico, como podemos entender a desenvolvimento de um projeto?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>O desenvolvimento de um projeto depende muito da concep\u00e7\u00e3o que se tem, e, mais ao fundo, \u00a0qual a compreens\u00e3o que se tem do papel do arquiteto no mundo contempor\u00e2neo. Al\u00e9m disso, assim como em outras \u00e1reas do conhecimento, no campo da arquitetura e do urbanismo existem uma s\u00e9rie de correntes\/escolas de pensamento e atua\u00e7\u00e3o que muitas vezes s\u00e3o antag\u00f4nicas. Cada qual com concep\u00e7\u00f5es e m\u00e9todos pr\u00f3prios no que se refere ao desenvolvimento de seus projetos. Na forma\u00e7\u00e3o do arquiteto-urbanista brasileiro pouco se discute sobre a multiplicidade destas correntes e mais se adota uma como hegem\u00f4nica e inquestion\u00e1vel.<\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<p>Meu entendimento do desenvolvimento de um projeto parte da concep\u00e7\u00e3o de que (n\u00f3s), arquitetos-urbanistas, somos mediadores num processo de cria\u00e7\u00e3o\/produ\u00e7\u00e3o coletiva e participativa. Para isso tenho questionado profundamente os m\u00e9todos de projeto ensinados nas escolas de arquitetura e que guiam o desenvolvimento de um projeto, voltando \u00e0 sua pergunta.\u00a0Vou dar um exemplo aplicado ao projeto de uma escola p\u00fablica. Uma das etapas do projeto \u00e9 elaborar uma lista dos ambientes necess\u00e1rios para a escola existir. A isto damos o nome de \u201cprograma de necessidades\u201d. O fato \u00e9 que os \u201cProgramas de necessidade\u201d de uma escola p\u00fablica s\u00e3o elaborados \u00e0 luz da concep\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 20, que, por sua vez, foi cunhada no 19!<\/p>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div>A lista dos espa\u00e7os assim como suas metragens \u00e9 adotada sem que nos questionemos se ela ainda faz sentido \u00e0 luz das reflex\u00f5es, desejos e necessidades da escola e da educa\u00e7\u00e3o no mundo atual e no Brasil. Programa que desconsidera as diversidades culturais e ambientais do territ\u00f3rio brasileiro. Ou seja, o desenvolvimento de um projeto deve ser entendido como uma profunda compreens\u00e3o de seu objeto. Processo este que penso deva ser feito a muitas m\u00e3os, com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas de v\u00e1rios campos do conhecimento e dos usu\u00e1rios.<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>&#8211; Espa\u00e7os \u00edntimos e espa\u00e7os p\u00fablicos: Ao pensar a arquitetura como voc\u00ea pensa, qual \u00e9 a possibilidade de vermos a escola como espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o coletiva de linguagens e sentidos para a vida?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>Acho fundamental! O fato \u00e9 que esta proposta \u00e9 anterior \u00e0 arquitetura. Ela tem a ver com o sentido e proposi\u00e7\u00e3o da escola. Exige uma virada de chave da escola conteudista para a escola reflexiva, inventiva. Os rituais escolares de tempo-espa\u00e7o e atividades atuais impedem a conviv\u00eancia e a criatividade, pois foram concebidos para vigiar e punir, para controlar, para serem espa\u00e7os eficientes, silenciosos, de modo a manterem a ordem, de modo a perpetuarem as separa\u00e7\u00f5es; \u201ccada um no seu quadrado\u201d. O salto para \u201ctodos na roda\u201d, onde a cultura poder\u00e1 ser produzida coletivamente, exige refletirmos sobre a rela\u00e7\u00e3o educa\u00e7\u00e3o e cultura, para al\u00e9m da grade curricular e do espet\u00e1culo.<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>&#8211; Geografia da Inf\u00e2ncia: Os espa\u00e7os sens\u00edveis \u00e0s crian\u00e7as, os cantinhos, os espa\u00e7os e tempos de brincar e do conviver fazem parte das geografias infantis. Como a escola e outros espa\u00e7os dedicados \u00e0 inf\u00e2ncia podem dialogar com essas geografias?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>Penso que na etapa inicial da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (0 a 5) esta quest\u00e3o vem sendo debatida e os espa\u00e7os da primeira inf\u00e2ncia v\u00eam sendo reconfigurados na perspectiva da cultura da inf\u00e2ncia, do protagonismo infantil. Falo isso pelo que tenho observado em viagens pelo Brasil. Ao meu ver, o problema \u00e9 quando a Educa\u00e7\u00e3o Fundamental se aproxima, ou se adianta, com a proposta dos 9 anos do Ensino Fundamental, passando a incluir as crian\u00e7as de 6 anos nesta etapa da educa\u00e7\u00e3o. A inf\u00e2ncia encurtada, reduzida. Os espa\u00e7os perdem suas brechas, seus esconderijos. Em nome da aten\u00e7\u00e3o plena silenciamos os corpos. Como se para aprender precis\u00e1ssemos ficar im\u00f3veis.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ou seja, muito cedo abandonamos as geografias da inf\u00e2ncia em nome da geografia da aprendizagem. Tenho estudado e atuado no sentido de aproximar estas geografias. Muita gente est\u00e1 fazendo isso: estender a inf\u00e2ncia at\u00e9 10 ou 12 anos e, neste sentido, rever os espa\u00e7os-tempos e as atividades propostas para o Ensino Fundamental 1. Temos ainda poucos exemplos no Brasil, mas sinto que o movimento \u00e9 irrevers\u00edvel e se amplia rapidamente.<\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0&#8211; Cidade e a escola: Quanto que um \u00e9 extens\u00e3o da outra, em suas dimens\u00f5es e conflitos?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>Desde sua inven\u00e7\u00e3o, a escola tem sido um lugar para \u201csalvar\u201d as crian\u00e7as do mundo mal l\u00e1 fora e n\u00e3o para integr\u00e1-las a esse mundo. O que a grande cidade ensina, a escola tenta desensinar, e vive-versa. Escola e cidade atuando em caminhos opostos e os estudantes no meio disso tentando se colocar, escolhendo por uma ou por outra. N\u00f3s sabemos que escola e cidade s\u00e3o extens\u00f5es uma da outra e comp\u00f5em um todo. Sabemos por que as experimentamos e as sentimos assim. O fato \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 isso que aprendemos e n\u00e3o \u00e9 assim que s\u00e3o tratadas pelos especialistas e nem pelas pol\u00edticas publicas. Por isso nosso sentir \u00e9 colocado em cheque e acabamos introjetando essa desconex\u00e3o. Ent\u00e3o o sentir e o saber se desconectam tamb\u00e9m. Muitos t\u00eam trabalhado para superar essa situa\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o integral fundamentada na cidade-educadora \u00e9 um dos caminhos para isso, onde o territ\u00f3rio escolar e n\u00e3o-escolar passam a se integrar como espa\u00e7os-tempos educativos. Desta integra\u00e7\u00e3o depende nossa integralidade, nossa integridade. Somos simultaneamente aprendizes, educadores e habitantes-cidad\u00e3os<b>.\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>&#8211; Como o conceito de cidades educadoras e criativas podem apoiar essa extens\u00e3o?<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>O Jaume Trilla, pensador espanhol, que \u00e9 um dos te\u00f3ricos da concep\u00e7\u00e3o de cidade educadora, diz que cidade educadora \u00e9 uma ideia-for\u00e7a. E penso que a\u00ed est\u00e1 sua pot\u00eancia. A expans\u00e3o deste conceito no Brasil vem se dando h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas e tem influenciado muito pesquisas acad\u00eamicas, projetos e pr\u00e1ticas escolares e pol\u00edticas p\u00fablicas por todo Brasil, propagando a ideia de que os espa\u00e7os al\u00e9m dos muros escolares tamb\u00e9m ensinam. Apesar da desconfian\u00e7a, muitos temos nos encorajado a percorrer este caminho.<b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>&#8211; Quais as cartografias que precisam ser consideradas na constru\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o dos espa\u00e7os dedicados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 inf\u00e2ncia?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>Costumo dizer que nossas vidas s\u00e3o compostas por muitas camadas de mapas. O mapa dos desejos, das necessidades, das possibilidades, das pol\u00edticas, da viol\u00eancia, dos afetos, das pot\u00eancias, das car\u00eancias. Mapas diversos dependendo de quem os fazem. Os mapas das crian\u00e7as, dos jovens, dos gordos, dos altos, dos patr\u00f5es, das mulheres, das mulheres negras, dos m\u00fasicos.\u00a0 Mapas das geografias, das hist\u00f3rias, dos usos do solo. O mapa mais bonito \u00e9 o que resulta a sobreposi\u00e7\u00e3o de todos estes. O mapa de quem somos no territ\u00f3rio em que habitamos.<\/div>\n<div>Com estas cartografias re-olhamos para a escola e para a cidade procurando nelas os pontos a serem reconectados, curados, potencializados, ou at\u00e9 mesmo, eliminados. A sobreposi\u00e7\u00e3o das cartografias explicita todos eles e quase nos conta o caminho a seguir para vivermos melhor como indiv\u00edduos e como sociedade. Aprendi isso na pr\u00e1tica, quando participei da cria\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o do bairro-escola em Nova Igua\u00e7u, baixada fluminense (2005-2009). Os resultados foram incr\u00edveis!<\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>&#8211; A arquitetura \u00e9 uma linguagem multidisciplinar (que, inclusive, empresta muitos conceitos para o cinema). Como voc\u00ea acredita que essa linguagem pode potencializar as geografias infantis, seus diversos espa\u00e7os de exprimir as suas linguagens (sejam literais ou po\u00e9ticas) e a narrativa de vida, crescimento e aprendizado (que \u00e9 genu\u00ednos a cada crian\u00e7a, e tamb\u00e9m compartilhados e potencializados na conviv\u00eancia entre todas)?\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>\u00a0<\/b><\/div>\n<div><b>Beatriz Goulart:\u00a0<\/b>A arquitetura \u00e9 linguagem concreta. Linguagem que me faz trope\u00e7ar, relaxar, imaginar. Neste sentido articula t\u00e9cnica e po\u00e9tica atrav\u00e9s de aspectos simb\u00f3licos e operativos. Manter este equil\u00edbrio \u00e9 uma das chaves de uma boa arquitetura. Nos espa\u00e7os projetados e constru\u00eddos para as inf\u00e2ncias h\u00e1 muito mais ambival\u00eancia e disjun\u00e7\u00e3o do que equil\u00edbrio e integra\u00e7\u00e3o entre t\u00e9cnica e arte. \u00c9 muito comum encontrarmos paredes e mob\u00edlias decoradas com pinturas coloridas em ambientes onde os avisos, as estantes, as cadeiras e mesas n\u00e3o respeitam o tamanho das crian\u00e7as. Al\u00e9m do que, apesar dos avan\u00e7os da pedagogia e da sociologia da inf\u00e2ncia, estes espa\u00e7os ainda s\u00e3o projetados para controlar os corpos ind\u00f3ceis, em nome da seguran\u00e7a e da funcionalidade. Ou seja, n\u00f3s arquitetos-urbanistas precisamos atualizar nossa concep\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia. Para que a arquitetura possa potencializar as geografias e linguagens das crian\u00e7as, o passo 1 \u00e9 observ\u00e1-las, interagir com elas, ouvi-las e chama-las como parceiras no projeto. Elas e os adultos que com elas convivem. Fazer \u201cdesde e com\u201d e n\u00e3o mais \u201cpara\u201d elas. Sim, a Reggio Emilia pode nos inspirar, mas j\u00e1 \u00e9 hora de plantar e colher nos nossos pr\u00f3prios quintais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entrevista: Vanessa Fort<\/div>\n<div>Fotos: acervo pessoal<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cirandadefilmes1.hospedagemdesites.ws\/_img\/_banco_imagens\/beatriz%20goulart_interna.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4385\" src=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/beatriz-goulart_interna.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/beatriz-goulart_interna.jpg 660w, https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/beatriz-goulart_interna-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Beatriz Goulart<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4386,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mo_disable_npp":"","footnotes":""},"categories":[2,50],"tags":[],"class_list":["post-4382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares","category-olhares-2016"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4382"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4387,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4382\/revisions\/4387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4386"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}