{"id":4215,"date":"2015-08-11T18:18:24","date_gmt":"2015-08-11T21:18:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/?p=4215"},"modified":"2021-08-25T18:19:30","modified_gmt":"2021-08-25T21:19:30","slug":"rotas-da-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/rotas-da-transformacao\/","title":{"rendered":"Rotas da transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div><i>por Gabriela Romeu<\/i><\/div>\n<div><i>\u00a0<\/i><\/div>\n<div>Se uma trajet\u00f3ria, uma rota ou um caminho pudessem ser desenhados a partir da terceira roda de conversas do Ciranda de Filmes 2014, que reuniu Regina Migliori, Ana Lucia Villela, Ana Thomaz e Germain Doin numa prosa sobre movimentos de transforma\u00e7\u00e3o, talvez esse percurso pudesse ser sinalizado por placas (aquelas de estrada) com express\u00f5es ou termos como ressignificar, quebra de paradigmas, ir al\u00e9m (significado de \u201ctrans\u201d), entre outros recorrentes no papo.<\/div>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil, no entanto, recorrer a uma s\u00f3 palavra (educador ou cineasta, por exemplo) para definir a atua\u00e7\u00e3o dos quatro palestrantes \u2013 abaixo, conhe\u00e7a mais a hist\u00f3ria de cada um deles. Suas trajet\u00f3rias pessoais e profissionais, ambas bem imbricadas, foram se desdobrando em a\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00f5es que \u00e0s vezes nem tinham nomenclatura. Em suas biografias, o cap\u00edtulo referente a viradas e reviravoltas tamb\u00e9m t\u00eam em comum como resultado intensos movimentos de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Talvez uma frase ajude a sintetizar um pouco a conversa: \u201cUm movimento de transforma\u00e7\u00e3o diz respeito ao \u2018mundo do n\u00e3o sei\u2019. E recuperar essa capacidade de n\u00e3o saber \u00e9 muito importante\u201d, afirmou Regina Migliori, inaugurando a prosa. Foi no percurso de algumas d\u00e9cadas que Regina, atuante em projetos de desenvolvimento humano centrado em valores, cultura de paz e sustentabilidade, descobriu o fio da meada de suas pesquisas: \u201cH\u00e1 em n\u00f3s, seres humanos, a possibilidade de agirmos no mundo de maneira inteligente, criativa, transformadora e ben\u00e9fica\u201d.<\/p>\n<p>Regina transitou por diferentes mundos (direito criminal, educa\u00e7\u00e3o, artes, neg\u00f3cios e tecnologia) em seu percurso profissional. Nessas andan\u00e7as, quando ainda advogava na \u00e1rea de direito criminal, deparou-se certa vez com os questionamentos de uma menina de 11 anos de idade. Filha de um presidi\u00e1rio, \u201cque j\u00e1 tinha realizado na vida tudo o que a gente acha que um ser humano n\u00e3o deve fazer\u201d, a garota de 11 anos pediu para que ela entregasse ao pai uma mensagem.<\/p>\n<p>Na carta, o seguinte questionamento: \u201cPai, todo mundo tem um lado bonito e um lado feio. Por que voc\u00ea s\u00f3 mostra o seu lado feio para o mundo e s\u00f3 eu consigo ver o seu lado bonito?\u201d. Seguindo a indaga\u00e7\u00e3o t\u00e3o genu\u00edna da menina, Regina completa: \u201cEssa garota n\u00e3o tinha perdido o seu dom de se maravilhar com um outro ser humano e de identificar nesse ser humano algo que nem mesmo ele teve condi\u00e7\u00f5es de reconhecer\u201d.<\/p>\n<p>Regina explica que identificar isso hoje em n\u00f3s, seres humanos, assim como fez de forma simples e direta a menina, deixou de ser apenas uma discuss\u00e3o filos\u00f3fica a respeito da perspectiva \u00e9tica e ben\u00e9fica. \u201cHoje \u00e9 demanda do mundo. N\u00f3s nos metemos em confus\u00f5es como humanidade que s\u00e3o absolutamente relevantes. Pela primeira vez, na trajet\u00f3ria da humanidade, somos desafiados a construir um tipo de vida que garanta a nossa sobreviv\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Ana Lucia Villela foi pontuada por alguns chacoalh\u00f5es da vida que tamb\u00e9m a colocaram na rota que h\u00e1 algum tempo percorre. Fundadora e presidente do Instituto Alana, que tem como miss\u00e3o honrar a crian\u00e7a, come\u00e7ou a se sensibilizar pela causa da inf\u00e2ncia ainda menina, aos oito anos de idade, quando perdeu os pais num acidente de avi\u00e3o. \u201cComecei a olhar o mundo de um jeito diferente.\u201d<\/p>\n<p>Dirigindo-se \u00e0 plateia, questionou: \u201cO que move cada um de voc\u00eas? O que te fez repensar a vida? Um quadro, um filme, uma viv\u00eancia?\u201d. Ana Lucia indica diversas experi\u00eancias que a impulsionaram num movimento de transforma\u00e7\u00e3o. Lembra de uma temporada nas Filipinas, aos 11 anos, quando integrou um interc\u00e2mbio do CISV, programa internacional de conviv\u00eancia de crian\u00e7as e jovens que trata da cultura de paz e da toler\u00e2ncia entre povos.<\/p>\n<p>No pa\u00eds asi\u00e1tico, hospedou-se na casa da ex-primeira-dama Imelda Marcos, famosa por ostentar uma cole\u00e7\u00e3o de centenas de sapatos. Para o muro al\u00e9m do condom\u00ednio de casar\u00f5es onde viveu por um tempo, a cena de crian\u00e7as num lix\u00e3o ficou impressa em sua mem\u00f3ria. \u201c\u00c9 claro que isso tamb\u00e9m j\u00e1 existia no Brasil. Mas eu precisei estar nas Filipinas, num bairro cercado, de um lado casas gigantescas, do outro um monte de criancinhas procurando comida no lixo. S\u00e3o cenas assim que n\u00e3o passam batidas na vida da gente e que nos fazem querer ajudar a mudar a realidade.\u201d<\/p>\n<p>Foi pelo caminho da educa\u00e7\u00e3o que seguiu o chamado para batalhar por uma sociedade mais justa. Chegou a frequentar na escola p\u00fablica o curso de magist\u00e9rio, causando estranhamento na fam\u00edlia. \u201cMas foi l\u00e1 que entendi o que \u00e9 uma escola p\u00fablica\u201d, conta, decepcionada com a realidade enfrentada por milhares de crian\u00e7as. Dali para o Alana, que nasceu num terreno herdado na rua da Borboleta Amarela (s\u00edmbolo da transforma\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na logomarca da institui\u00e7\u00e3o), foi um pulo.<\/p>\n<p>Intrigada com estranhos h\u00e1bitos e valores das crian\u00e7as nas escolas, que s\u00f3 \u201ccomiam salgadinho no lanche, usavam saltinho e batom desde os quatro anos de idade\u201d, decidiu pesquisar a quest\u00e3o. \u201cAchava que tinha alguma coisa errada. Com esse jeito diferente de olhar o mundo, ficou intrigada quando passou a Quem \u00e9 que est\u00e1 educando as crian\u00e7as para que fiquem assim?\u201d. Desse questionamento nascia o projeto Crian\u00e7a e Consumo, que, ousado, n\u00e3o se deixou intimidar por cr\u00edticas e amea\u00e7as e hoje comemora diversas conquistas.<\/p>\n<p>Ana Lucia segue sendo provocada a olhar tudo de um outro modo. No projeto \u201cOutro Olhar\u201d, rec\u00e9m-lan\u00e7ado pelo Alana, parte de outra perspectiva ao tratar da vida de meninos e meninas com s\u00edndrome de down, altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica com a qual nasceu sua filha ca\u00e7ula. \u201cA gente est\u00e1 tentando a todo momento inventar solu\u00e7\u00f5es diferentes, inovadoras, para aquilo que nos incomoda e para aquilo que a gente acha muito lindo e quer mostrar para o mundo.\u201d<\/p>\n<p>Foram tamb\u00e9m experi\u00eancias marcantes que fizeram Ana Thomaz mudar de rota. H\u00e1 cerca de dez anos, ela encarou o desejo do filho de sair da escola para buscar algo que lhe fizesse sentido. Come\u00e7ava a\u00ed um processo de desescolariza\u00e7\u00e3o. \u201cAntes de tirar meu filho da escola, comecei a tirar a escola de dentro de mim\u201d, lembra. O que aquilo significava? \u201cTirar cren\u00e7as, h\u00e1bitos e maneiras de pensar que eu confundia com o processo escolar.\u201d Descobriu que precisa de uma vida inteira para se desescolarizar.<\/p>\n<p>Pensamento e a\u00e7\u00e3o devem estar sempre alinhados, diz Ana. \u201cS\u00e3o mudan\u00e7as de paradigma de a\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, me vinha um pensamento e eu tinha que alinhar esse pensamento \u00e0 minha a\u00e7\u00e3o e ao meu sentir, olhar firme aquele pensamento. Se eu pensava uma coisa e agia de outra forma, eu tinha que parar e pensar, tinha algo a mudar. Podia surgir um pensamento, uma emo\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o pr\u00e1tica, cotidiana, e eu me organizei para ficar atenta e sempre alinhada. Agir, pensar e sentir a vida de uma maneira coerente.\u201d<\/p>\n<p>A falta de coer\u00eancia entre a\u00e7\u00e3o e discurso era tamb\u00e9m o grande inc\u00f4modo na vida escolar do cineasta argentino Germain Doin, diretor do document\u00e1rio\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/br\/filme\/29-A-Educacao-Proibida\">\u201cA Educa\u00e7\u00e3o Proibida\u201d<\/a>, que foi financiado coletivamente e virou um fen\u00f4meno de audi\u00eancia na internet. Aos 21 anos de idade, tomou uma c\u00e2mera pequena na m\u00e3o e seguiu por uma rota visitando escolas de oito pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. No caminho, descobriu diversas escolas com modelos educativos alternativos e transformadores, que n\u00e3o eram um \u201cestacionamento de crian\u00e7as\u201d e que fogem de estruturas verticais, baseadas na competi\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o por idades, curr\u00edculos desconectados da realidade.<\/p>\n<p>Todo esse processo desembocou na Reevo, uma rede colaborativa de experi\u00eancias de educa\u00e7\u00e3o transformadoras, alternativas e democr\u00e1ticas na Am\u00e9rica Latina. Num curto tempo de atua\u00e7\u00e3o, o grupo criou um mapa interativo e livre para que qualquer um possa compartilhar experi\u00eancias educacionais transformadoras com o mundo.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que essas informa\u00e7\u00f5es gerem uma ferramenta para esse movimento de transforma\u00e7\u00e3o. Uma ferramenta que nos permita se conhecer e se encontrar. E pensar num tipo de educa\u00e7\u00e3o diferente, mais vinculada \u00e0 autonomia, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o colaborativa de conhecimentos\u201d, conta Germain, que fechou a conversa por um trilha que tem come\u00e7o, mas n\u00e3o fim.<\/p>\n<p>No que podemos chamar de \u201cbiografia de virada\u201d, conhe\u00e7a abaixo um pouco mais da trajet\u00f3ria transformadora dos palestrantes da terceira roda de conversas.<\/p>\n<p><b>Regina Migliori<\/b><br \/>\n<i>(Professora de \u00e9tica e reponsabilidade corporativa nos MBAs da FGV, consultora em cultura de paz da Unesco, diretora-adjunta de sustentabilidade do Ciesp)<\/i><br \/>\nSustentabilidade, educa\u00e7\u00e3o de valores, cultura de paz, c\u00e9rebro \u00e9tico. Nada disso tinha nome quando Regina Migliori ainda tateava por esses temas na juventude. Resumindo d\u00e9cada a d\u00e9cada, ela conta assim sua trilha transformadora: Nos anos 70, era papo de doido. Nos 80, era coisa de gente alternativa. Nos 90, virou tend\u00eancia. Hoje \u00e9 cen\u00e1rio \u2013 \u201ce \u00e9 doido quem n\u00e3o se preocupa com isso\u201d, ela adverte. Durante um temp\u00e3o perseguiu um \u201ceu acho que deve ter algo que viabilize os seres humanos a viverem em paz\u201d. Construir uma vida sustent\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 mais utopia, \u00e9 demanda atual. Mas, bem-humorada, Regina diz que continua achando que tudo isso \u00e9 papo de doido.<\/p>\n<p><b>Ana Lucia Villela<\/b><br \/>\n<i>(Pedagoga, mestre em Psicologia da educa\u00e7\u00e3o. Fundou e preside o Instituto Alana. \u00c9 membro da Ashoka)<\/i><br \/>\nN\u00e3o foi um, mas v\u00e1rios momentos de virada na vida que a impulsionaram. O mais forte foi a perda dos pais num acidente de avi\u00e3o, quando tinha oito anos. Esse chacoalh\u00e3o da vida a botou a pensar: &#8220;Quem vai cuidar de mim? Como a escola vai me amparar? Como a comunidade vai me amparar? O que acontece com as crian\u00e7as que n\u00e3o tem recursos financeiros quando perdem os pais? O que \u00e9 mais importante na vida? Como a crian\u00e7a \u00e9 vista?&#8221; Essas e outras quest\u00f5es foram surgindo na trajet\u00f3ria de Ana Lucia Villela, fundadora do Instituto Alana, que coloca no centro a crian\u00e7a e toda sua pot\u00eancia transformadora.<\/p>\n<p><b>Ana Thomaz<\/b><br \/>\n<i>(Professora da t\u00e9cnica alexander, pesquisadora do universo do aprender e ensinar, experimentando novos paradigmas da educa\u00e7\u00e3o)<\/i><br \/>\nCom a experi\u00eancia da t\u00e9cnica Alexander, lendo Espinosa, Niezschte, Deleuze, estudando a biologia de Humberto Maturana, aprendendo com Krishnamurti&#8230;. Ana Thomaz fez um contrato consigo mesma: viveria de modo intenso e verdadeiro e criaria um novo paradigma de vida para si. Anos mais tarde, seu filho, aos 13 anos, pede para tir\u00e1-lo da escola porque gostaria de dedicar sua vida a algo que ainda era desconhecido para ele, mas que ele tinha certeza de que existia! Assim fundou-se um grande movimento de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Germain Doin<\/b><br \/>\n<i>(Diretor do filme\u00a0<a href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/br\/filme\/29-A-Educacao-Proibida\">\u201cA Educa\u00e7\u00e3o Proibida\u201d<\/a>, coordenador da Reevo)<\/i><br \/>\nAluno de uma escola tradicional da classe m\u00e9dia de Buenos Aires, Germain foi na sala de aula o melhor aluno no boletim, mas tamb\u00e9m o pior por criticar as incoer\u00eancias do sistema educativo. Pouco faziam sentido os valores da teoria e as regras da pr\u00e1tica. Seu filme, A Educa\u00e7\u00e3o Proibida, visto por mais de 9 milh\u00f5es de pessoas na internet, traz voz de um estudante que sobreviveu \u00e0 escola e que sabe que outra educa\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u2013 e que est\u00e1 em nossas m\u00e3os torn\u00e1-la realidade. Essa voz ecoou longe: mais de 9 milh\u00f5es de pessoas viram o filme na internet, o document\u00e1rio rodou muitas pa\u00edses e rendeu muita discuss\u00e3o. E continua ecoando e criando outros movimentos com a Reevo, uma rede de educa\u00e7\u00e3o. Gostaria de convidar o Germain a contar mais sobre essas transforma\u00e7\u00f5es que v\u00eam promovendo.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Na foto,\u00a0Ana Thomaz na Ciranda de 2014 &#8211; fotografia de: Aline Arruda<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cirandadefilmes1.hospedagemdesites.ws\/_img\/_banco_imagens\/destaque_rotas-de-transformaca1000.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se uma trajet\u00f3ria, uma rota ou um caminho pudessem ser desenhados<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4216,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mo_disable_npp":"","footnotes":""},"categories":[2,48],"tags":[],"class_list":["post-4215","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares","category-olhares-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4215"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4215\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4218,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4215\/revisions\/4218"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/cirandacirandinha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}