{"id":12214,"date":"2023-10-02T19:49:40","date_gmt":"2023-10-02T22:49:40","guid":{"rendered":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/?p=12214"},"modified":"2023-10-05T12:18:21","modified_gmt":"2023-10-05T15:18:21","slug":"vivendo-em-um-mundo-das-telas-amigaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/2023\/vivendo-em-um-mundo-das-telas-amigaveis\/","title":{"rendered":"Vivendo em um mundo das telas amig\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-padding-right:0px;--awb-padding-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-blend:overlay;--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:0px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>Por Igor Amin*<\/p>\n<p><span style=\"color: var(--awb-text-color); font-family: var(--awb-text-font-family); font-size: var(--awb-font-size); font-style: var(--awb-text-font-style); font-weight: var(--awb-text-font-weight); letter-spacing: var(--awb-letter-spacing); text-align: var(--awb-content-alignment); text-transform: var(--awb-text-transform); background-color: var(--awb-bg-color-hover);\">Todo dia, ou melhor, praticamente todo dia, eu acordo, abro os olhos, respiro levemente, tomo banho e busco cumprir minha inten\u00e7\u00e3o de meditar, fazer alongamentos e tomar o caf\u00e9 da manh\u00e3, come\u00e7ando por tr\u00eas frutas. Busco fazer algum exerc\u00edcio f\u00edsico e logo\u2026 respiro fundo\u2026 para da\u00ed entrar no mundo das telas. Sou um Educador Audiovisual e as telas fazem parte da minha vida quase que 24 horas por dia, por isso preciso saber conviver bem com elas.<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 comum que, ao navegar nas telas, um oceano de infinitas possibilidades boas ou ruins, algumas perguntas internas brotem em mim. Algumas delas s\u00e3o: as telas poderiam ser amig\u00e1veis para os adultos e as crian\u00e7as? Quais nossos h\u00e1bitos culturais e tend\u00eancias comportamentais que criam uma cultura em que as telas s\u00e3o vil\u00e3s nas vidas de m\u00e3es, pais, professoras e professores? Quais habilidades podemos desenvolver para ensinar e aprender com o mundo das telas? Como podemos integrar outras vis\u00f5es de mundo diante do mundo das telas?<\/p>\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, tinha o momento espec\u00edfico do dia em que eu podia me conectar com as telas. Tinha a hora do desenho animado, o momento em que era poss\u00edvel entrar na internet discada sem pagar o minuto que fic\u00e1vamos nela, de meia noite a 5 horas da manh\u00e3. De uns tempos para c\u00e1, o mundo das telas n\u00e3o tem hora para entrar, ele existe a todo momento dentro do meu bolso, com meu celular, na minha mesa de trabalho, com o computador, e tamb\u00e9m em um cineminha que eu improviso com uma tela e um projetor na sala da minha casa, o Est\u00fadio Mundos.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o Est\u00fadio Mundos:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"EM BUSCA DAS TELAS AMIG\u00c1VEIS - Est\u00fadio Mundos (Epis\u00f3dio Educativo 2\/Temporada 1)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EuRYKzgzelI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Assista a anima\u00e7\u00e3o em realidade virtual \u201cEst\u00fadio Mundos\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"EST\u00daDIO MUNDOS - Realidade Virtual\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HDRis9aiOcM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Para n\u00e3o ficar isolado ou grudado nas telas, busco me conectar com a natureza, observar os p\u00e1ssaros com meu mon\u00f3culo em vez da c\u00e2mera, organizar o terreiro e tamb\u00e9m busco me relacionar com pessoas inspiradoras sempre que poss\u00edvel. Eu at\u00e9 me mudei da cidade grande para viver em uma ecovila e assim poder estar em contato com uma vida mais serena, aqui no alto da montanha do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, e ent\u00e3o conseguir em um mundo t\u00e3o tecnol\u00f3gico, com um tanto de informa\u00e7\u00f5es que reverberam at\u00e9 mesmo nos sonhos quando nossa mente est\u00e1 sobrecarregada de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma coisa que acontece comigo se eu levar a tela do celular ou do computador para a cama antes do sono \u00e9 mesmo sonhar com tudo aquilo que eu estava lendo, ouvindo ou assistindo. Sai cada sonho maluco que voc\u00eas n\u00e3o fazem ideia. A \u00faltima postagem do dia nas redes sociais tem a capacidade de entrar na hist\u00f3ria do seu sonho e ent\u00e3o experimentamos altas aventuras durante a noite. Devido a esse fato, tenho colocado meu celular em modo avi\u00e3o algumas horas antes de dormir e, quando d\u00e1, deixo ele at\u00e9 em outro c\u00f4modo da casa. S\u00e3o pequenas pr\u00e1ticas que investigo para me educar audiovisualmente. O que voc\u00ea faz para a tela n\u00e3o te sugar feito aspirador de p\u00f3 durante o dia? Adoro perguntar isso para as pessoas.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, tenho o h\u00e1bito de convidar v\u00e1rios amigos e amigas, profissionais das mais diversas \u00e1reas do conhecimento, como m\u00fasica, arquitetura, artes visuais, teatro, programa\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de tecnologias, design, psicologia e outras, para fazermos parte de uma comunidade de educadoras e educadores audiovisuais, chamada \u201cO que queremos para o mundo?\u201d. \u00c9 nessa iniciativa que busco construir, em boa companhia, um trabalho di\u00e1rio por um mundo das telas amig\u00e1veis.<\/p>\n<p>N\u00f3s do O que queremos para o mundo? estamos desde 2006 intencionados a ensinar e aprender com as crian\u00e7as de forma engajada, para que juntos possamos transformar as telas em um ambiente amig\u00e1vel para todas e todos. Trabalhamos para que as telas sejam um lugar de escuta, imagina\u00e7\u00e3o e bem-estar, por meio de a\u00e7\u00f5es criativas que gerem impacto positivo no mundo. Promovemos a educa\u00e7\u00e3o audiovisual por meio de recursos disponibilizados em forma\u00e7\u00f5es para educadores, na produ\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o de filmes educativos e na realiza\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es presenciais e on-line com inven\u00e7\u00f5es criadas a partir de desafios lan\u00e7ados para as crian\u00e7as. Buscamos retratar as inf\u00e2ncias que protagonizam mudan\u00e7as positivas em suas escolas e comunidades, isso tudo amparado por um fundo para que as a\u00e7\u00f5es e os profissionais dessa iniciativa possam atuar por meio das tecnologias, das emo\u00e7\u00f5es e da natureza.<\/p>\n<p>Assista o filme \u201cO que queremos para o mundo?\u201d em:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"O QUE QUEREMOS PARA O MUNDO? &#091;O filme&#093;\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OtvvDIMH6q4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Nessa comunidade sempre nos perguntamos: como educar as crian\u00e7as no mundo das telas? O que as crian\u00e7as querem para o mundo? Como as novas tecnologias podem se tornar instrumentos \u00e9ticos e funcionais para as primeiras gera\u00e7\u00f5es? A falta do contato com a natureza e com o desenvolvimento que ela oferece pode estar enfraquecendo as suas rela\u00e7\u00f5es intra e interpessoais?<\/p>\n<p>Nosso prop\u00f3sito maior \u00e9 o de construir um mundo das telas amig\u00e1veis para todas as crian\u00e7as com o objetivo de estimular a sensibilidade infantojuvenil e na busca de inspira\u00e7\u00f5es para um mundo melhor. Acreditamos na capacidade de o audiovisual e a educa\u00e7\u00e3o promoverem experi\u00eancias das mais diversas naturezas, trazendo a criatividade e o protagonismo dos que acabam de chegar a este mundo por meio de desafios e descobertas. Propomos o uso de tecnologias e espa\u00e7os de escuta l\u00fadica para manifesta\u00e7\u00e3o dos mais variados modos de ser e estar no mundo.<\/p>\n<p>Uma pedagogia da sensibiliza\u00e7\u00e3o do olhar para seis mundos propostos, que contemplam desde o mundo das formas tridimensionais, palp\u00e1vel, at\u00e9 os mundos mais subjetivos, os de dentro de n\u00f3s, onde ocorrem as ideias, os sentimentos e as mais diversas inspira\u00e7\u00f5es. Esses olhares s\u00e3o capazes de criar um mundo atento \u00e0s subjetividades e objetividades infantis, destacando a linguagem po\u00e9tica da inf\u00e2ncia e sua rela\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o de novos mundos. Uma conex\u00e3o profunda com a imagina\u00e7\u00e3o e seu potencial de inven\u00e7\u00e3o de paisagens pr\u00f3prias e compartilhadas.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar essa universalidade, nossa iniciativa possui s\u00edmbolos que criam tonalidades para comunicarmos nossos valores. S\u00e3o eles o Cora\u00e7\u00e3o, a Flor, o Beija-flor e o Sol, t\u00e3o singelos e fortes na realidade e na linguagem do imagin\u00e1rio das crian\u00e7as. O Cora\u00e7\u00e3o representa o interior de todos os seres e a comunh\u00e3o por meio do afeto. A Flor \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o e o cuidado com a natureza e a sensibilidade. O Beija-flor representa a liberdade de express\u00e3o, sua gra\u00e7a e autenticidade. O Sol, por sua vez, \u00e9 a primeira energia, a expans\u00e3o da consci\u00eancia, a curiosidade sempre em busca do novo.<br \/>\nEste texto \u00e9 uma narrativa confessional, que busca contar quem eu sou e como eu penso, quero e fa\u00e7o para construir este mundo das telas em que acredito. Sabia que eu at\u00e9 escrevi um livro chamado \u201cComo educar as crian\u00e7as no mundo das telas?\u201d, que conta minha hist\u00f3ria? Ele est\u00e1 servindo de inspira\u00e7\u00e3o para eu escrever este texto.<\/p>\n<p>Booktrailer do livro:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"BOOK TRAILER - Como educar as crian\u00e7as no mundo das telas?\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wx69cqIF14w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>De volta a minha pessoa: nasci na gera\u00e7\u00e3o Y, das crian\u00e7as millennials ou tecnol\u00f3gicas. Sou um pr\u00e9-nativo digital e meu brinquedo favorito, claro, era um radinho vermelho de fita cassete a pilha. Ele tinha um microfone que me permitia gravar a voz e ent\u00e3o ouvir o que eu falava. Eu n\u00e3o conversava muito, ent\u00e3o era legal poder ficar sozinho, gravar umas coisas no radinho e ficar ouvindo depois. Quando uma crian\u00e7a pode ser ouvida e tem oportunidade de expressar o que sente, com respeito ao seu lugar de fala, \u00e9 algo libertador para ela.<\/p>\n<p>Por isso acredito que precisamos deixar de lado essa cultura hegem\u00f4nica que normatiza o adultocentrismo como uma esp\u00e9cie de f\u00e1brica que cria estere\u00f3tipos sobre as inf\u00e2ncias. Impressionante como podemos crescer e esquecer como foi ser crian\u00e7a, e n\u00e3o perceber que as inf\u00e2ncias s\u00e3o plurais. Elas t\u00eam sua pr\u00f3pria cultura e esse sistema socioecon\u00f4mico em que vivemos n\u00e3o d\u00e1 conta de valorizar de forma emp\u00e1tica a diversidade das crian\u00e7as que vivem espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Uma das coisas muito ruins que um adulto pode fazer para uma crian\u00e7a \u00e9 querer controlar a forma como ela constr\u00f3i suas pr\u00f3prias narrativas.<\/p>\n<p>Dica de videoaula \u201cO impacto das telas no tempo das inf\u00e2ncias\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"Videoaula &quot;O impacto das telas no tempo das inf\u00e2ncias&quot;\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RUOCJKCYojQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Dica de videoaula \u201cA inten\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica nas telas\u201d:<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil curar uma ferida quando somos crian\u00e7as. Temos poucos recursos para lidar com este mundo em que vivemos e imagino que \u00e9 por isso que as crian\u00e7as contam com a ajuda dos adultos. Eu adoro criar met\u00e1foras e olha esta que criei:<\/p>\n<p>Crian\u00e7as amam construir castelos de areia. N\u00f3s adultos n\u00e3o precisamos construir um castelo para elas brincarem, mas sim podemos estar dispon\u00edveis para acompanhar o processo delas, dando algumas dicas, fazendo o nosso pr\u00f3prio castelo e estando dispon\u00edveis para acompanhar como ser\u00e3o as etapas de concep\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, brincadeira e entrega para que a pr\u00f3pria natureza cuide daquele novo lugar.<\/p>\n<p>Percebo o quanto \u00e9 importante que as crian\u00e7as tenham um lugar para imaginarem quem s\u00e3o no mundo. Pode ser por meio da brincadeira ou at\u00e9 mesmo das telas hoje em dia. N\u00f3s educadores somos aqueles que criamos tamb\u00e9m o acesso para que elas encontrem onde existe areia em abund\u00e2ncia para brincarem por meio da imagina\u00e7\u00e3o nesses lugares. Podemos pensar que nessa brincadeira n\u00f3s somos a areia e as crian\u00e7as s\u00e3o as construtoras dos castelos, assim como as narradoras da hist\u00f3ria que se passa por l\u00e1. Elas n\u00e3o s\u00f3 t\u00eam a capacidade de criar sozinhas os pilares do castelo, como tamb\u00e9m podem entrar dentro dele com sua imagina\u00e7\u00e3o e inventarem um reino onde todos os seres podem viver sonhando aquilo que querem para o mundo.<\/p>\n<p>Construir narrativas com as crian\u00e7as a partir de suas ideias de quem s\u00e3o e do que podem fazer pelo mundo \u00e9 fundamental nas telas. E como eu penso o papel dos educadores e educadoras audiovisuais nessa brincadeira?<\/p>\n<p>\u201cCastelo de Areia\u201d, videopoema que realizei com minha filha do cora\u00e7\u00e3o Maia:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"EM BUSCA DAS TELAS AMIG\u00c1VEIS - Castelos de Areia (Epis\u00f3dio Educativo 5\/Temporada 1)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-Xdl8SK-W9k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Quem educa audiovisualmente pode ir al\u00e9m de somente exibir filmes, filmar ou entregar a c\u00e2mera para as crian\u00e7as. Podemos ser uma esp\u00e9cie de painel fotovoltaico do castelo delas, ativando nossa escuta e trazendo a luz do sol para gerar uma energia renov\u00e1vel nos aposentos. Um lugar para constru\u00e7\u00e3o de identidades plurais dessas crian\u00e7as de forma amig\u00e1vel no mundo das telas, onde elas possam usufruir de tecnologias criativas e acess\u00edveis, aprender diversas habilidades emocionais, ter a oportunidade de valorizar sua pr\u00f3pria cultura e tamb\u00e9m preservar nossa m\u00e3e natureza.<\/p>\n<p>Micro-metragem \u201cA Menina Rob\u00f4\u201d, tamb\u00e9m realizado com Maia e sua amiga Luna:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"A MENINA ROB\u00d4\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DBY_M_rpIvw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Curta-metragem \u201cO Dedo de Ian\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"O DEDO DE IAN - Igor Amin (2017)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ODfo6k86fgY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Curta-metragem \u201cSaltos Amaz\u00f4nicos\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"SALTOS AMAZ\u00d4NICOS - Liana Amin e Igor Amin (2011)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sFJiHn1MWEQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Durante o meu mestrado interdisciplinar em Ci\u00eancias Humanas pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, pude conhecer v\u00e1rias ideias, como as da educadora negra Bell Hooks, uma norte-americana engajada que foi aluna de Paulo Freire. Nas palavras da autora, em seu livro Ensinando a transgredir \u2013 a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade (2013):<\/p>\n<p>Quando a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a pr\u00e1tica da liberdade, os alunos n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos chamados a partilhar, confessar\u2026 Os professores que esperam que os alunos partilhem narrativas confessionais, mas n\u00e3o est\u00e3o eles mesmos dispostos a partilhar as suas exercem o poder de maneira potencialmente coercitiva. (HOOKS, 2013, p. 35)<\/p>\n<p>Lembra que os professores com quem a gente teve maior intimidade eram aqueles que pod\u00edamos conhecer quem eram e o que queriam para o mundo? Por isso que este artigo \u00e9 uma narrativa confessional dos meus desafios em busca de um mundo das telas amig\u00e1veis. Sou branco, de classe m\u00e9dia, pude estudar em boas escolas e universidades, me alimentar e estar em companhia de uma fam\u00edlia comprometida em garantir uma vida digna para mim. S\u00e3o tantas crian\u00e7as que ainda n\u00e3o t\u00eam essa oportunidade que eu tive, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Como Educador Audiovisual, pude ampliar minha vis\u00e3o de mundo e foram as crian\u00e7as que me ajudaram a sair de uma zona de conforto e a perceber a complexidade de suas vidas, principalmente as que vivem inseridas em um contexto de subalternidade. Eu pude conhecer diversas realidades dessa cultura pulsante que \u00e9 a cultura das inf\u00e2ncias no Brasil e no mundo desde quando fundei em 2006 nossa comunidade de educa\u00e7\u00e3o audiovisual. Meu primeiro longa-metragem educativo teve a sorte de ganhar o mundo. N\u00e3o fizemos s\u00f3 filmes, mas tamb\u00e9m exposi\u00e7\u00f5es transm\u00eddia, publica\u00e7\u00f5es, brincadeiras audiovisuais, aplicativos de celular, programas de TV e centenas de oficinas por todos os cantos.<\/p>\n<p>Quando a gente fala a palavra inf\u00e2ncias, no plural, \u00e9 porque eu nunca vi uma s\u00f3 crian\u00e7a que fosse igual a outra nas lentes da minha c\u00e2mera. E olha que eu viajei por diversas culturas, continentes e pa\u00edses. Uma pena que muitas destas oportunidades de incentivo p\u00fablico para levar nossos trabalhos art\u00edsticos educativos pelo mundo j\u00e1 n\u00e3o existem mais aqui no Brasil.<br \/>\nVoltando ao racioc\u00ednio, toda crian\u00e7a tem sua singularidade, um universo infinito dentro de si, e acredito que \u00e9 a partir de uma consci\u00eancia cr\u00edtica sobre si mesmo e sobre o mundo que podemos nos aproximar daquilo que queremos e faremos por este. Como diz Rudolf Steiner, fundador da Pedagogia Waldorf, uma abordagem que custei entender o porqu\u00ea do uso dosado das tecnologias no processo educativo, diz assim: \u201cSer livre n\u00e3o significa poder querer o que queremos, mas sim poder fazer o que queremos\u201d. Para mim, esse processo de fazermos o que queremos come\u00e7a na escuta das crian\u00e7as sobre o que elas querem para o mundo.<\/p>\n<p>Quando eu falo \u201cmundo das telas\u201d, penso a tela em toda sua diversidade de formatos, que v\u00e3o de cinema, TV e computador a celular, tablet, \u00f3culos de realidade virtual e outros dispositivos que j\u00e1 existem ou ir\u00e3o existir.<\/p>\n<p>Falamos de um mundo de telas que tamb\u00e9m vai al\u00e9m da sua forma ou condi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Um lugar de encontro de n\u00f3s mesmos com o mundo por meio das imagens em movimento. A tela, que nasceu em um contexto de socializa\u00e7\u00e3o desde as primeiras exibi\u00e7\u00f5es na sala de cinema ou desde quando os televisores chegaram nas salas de casa, agora passam a ser um lugar de individualiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a tend\u00eancia \u00e9 que muitas pessoas tenham sua pr\u00f3pria tela no bolso para navegar, mesmo que essa realidade ainda esteja distante para muitos.<\/p>\n<p>O lado ruim: as telas deixaram de ser um espa\u00e7o onde muitas pessoas podiam estar juntas, sem abrir m\u00e3o de sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o subjetiva das hist\u00f3rias que eram contadas. Por outro lado, deixou de ser um espa\u00e7o ocupado somente pelos conte\u00fados disponibilizados a partir dos interesses dos meios de comunica\u00e7\u00e3o convencionais, que traziam o pensamento hegem\u00f4nico como \u00fanica possibilidade para as telas. O pai, homem da fam\u00edlia, muitas vezes era quem decidia a qual canal assistir na TV. A exibidora de filme no cinema era quem estreava na tela uma produ\u00e7\u00e3o que reproduzia apenas um modo de vida ou cultura como postura correta na sociedade.<\/p>\n<p>Agora podemos desbravar o mundo das telas com maior autonomia, caso tenhamos acesso, consci\u00eancia e liberdade para fazer isso. O que busco com a Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual \u00e9 desenvolver recursos para tornar mais amig\u00e1veis as possibilidades de aprendizagem com as crian\u00e7as e os adolescentes. Al\u00e9m disso, busco disponibilizar o que pesquisamos e desenvolvemos ao maior n\u00famero de educadores que queiram construir um mundo das telas al\u00e9m da t\u00e9cnica, que integre no social os aspectos culturais, emocionais e ambientais.<\/p>\n<p>Por isso, no Mundo das Telas Amig\u00e1veis, esta que \u00e9 nossa abordagem de Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual, gostamos de criar nossas propostas baseadas em quatro dimens\u00f5es. As quatro dimens\u00f5es das Telas Amig\u00e1veis buscam enxergar as telas nos \u00e2mbitos sociot\u00e9cnico, sociocultural, socioemocional e socioambiental. Acreditamos que assim \u00e9 poss\u00edvel buscar o mundo das telas que n\u00e3o se limite ao ensino das ferramentas tecnol\u00f3gicas, ampliando nosso olhar para outras dimens\u00f5es que s\u00e3o pouco trabalhadas neste mundo.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o sociot\u00e9cnica das Telas Amig\u00e1veis nos atenta para a fun\u00e7\u00e3o da tecnologia, que est\u00e1 em busca de solucionar nossos problemas quando precisamos de ajuda que vai al\u00e9m das nossas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do corpo. Quando inventamos uma tecnologia integrada \u00e0 arte, como o caso do cinema e todas suas possibilidades, podemos nos aproximar da realidade por meio do dom\u00ednio de ferramentas como a c\u00e2mera, as ilhas de edi\u00e7\u00e3o, luzes e ainda desenvolver uma intimidade com a linguagem audiovisual para cria\u00e7\u00e3o de narrativas.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o sociocultural das Telas Amig\u00e1veis busca trazer uma aproxima\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, culturas e identidades que permeiam aquilo que se torna os temas dos filmes. Uma ideia sempre nasce de uma rela\u00e7\u00e3o que temos com o lugar onde vivemos, as caracter\u00edsticas daquilo que nos chama a aten\u00e7\u00e3o de forma encantadora e cr\u00edtica sobre o mundo. Assistir a ou produzir filmes tem a ver com entrar em contato com diversas culturas e assim compreendermos qual cultura fazemos parte, quais s\u00e3o suas riquezas, desafios e necessidades de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o socioemocional das Telas Amig\u00e1veis tem enfoque nos impactos positivos e negativos das telas em nossas emo\u00e7\u00f5es e em como isso desencadeia sentimentos a partir de nossa experi\u00eancia por meio do tempo e do ritmo em que estamos promovendo rela\u00e7\u00f5es com o mundo mediado pela tecnologia. Quest\u00f5es que v\u00e3o do impacto em nosso c\u00e9rebro \u00e0s compet\u00eancias envolvidas nesta rela\u00e7\u00e3o entre o social e o emocional.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o socioambiental das Telas Amig\u00e1veis \u00e9 que aquela que valoriza a preserva\u00e7\u00e3o da natureza e o desenvolvimento de uma consci\u00eancia expandida sobre a rela\u00e7\u00e3o que n\u00f3s ser humanos estamos deixando de valorizar: somos parte integrada com a natureza e, para que haja uma rela\u00e7\u00e3o de unidade com o mundo, precisamos levar para as telas essa compreens\u00e3o de amor por todos os seres da Terra.<\/p>\n<p>Assista a anima\u00e7\u00e3o \u201c4 dimens\u00f5es das Telas Amig\u00e1veis\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"4 DIMENSO\u0303ES DAS TELAS AMIGA\u0301VEIS (ANIMAC\u0327A\u0303O)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NkiJvNFcLvU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Quantas m\u00e3es, pais, professoras e professores se perguntam hoje \u201cPor que as crian\u00e7as gostam tanto de ficar neste outro lugar que s\u00e3o telas?\u201d. Ainda mais depois da pandemia que se iniciou em 2020, uma situa\u00e7\u00e3o complexa que revirou o planeta Terra de cabe\u00e7a para baixo. Qualquer pessoa pode se tornar uma educadora ou educador audiovisual a meu ver. Basta criarmos uma inten\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica com as telas antes de agirmos para com elas. \u00c9 como se, antes de cantarmos \u201cLuz, C\u00e2mera, A\u00c7\u00c3O\u201d, a gente trouxesse a inten\u00e7\u00e3o de tudo aquilo, ou pelo menos uma das coisas que gostar\u00edamos de ensinar e aprender com as crian\u00e7as. Ou seja, por tr\u00e1s de toda a\u00e7\u00e3o com as telas, existe uma inten\u00e7\u00e3o quando estamos falando da Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da intencionalidade focada na aprendizagem com as telas para e com as crian\u00e7as \u00e9 algo muito valioso, pois ajuda a levar a elas a consci\u00eancia de que \u00e9 importante saberem da possibilidade de aprenderem e ensinarem no momento em que estamos em contato com o mundo por meio da tecnologia. A meu ver, deve-se considerar que a educa\u00e7\u00e3o audiovisual das crian\u00e7as \u00e9 uma responsabilidade compartilhada entre fam\u00edlia, escola e Estado, assim como responsabilidade social de empresas, principalmente as de telecomunica\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a tamb\u00e9m deve ter direito \u00e0 desconex\u00e3o e por isso \u00e9 importante sabermos como compensar o tempo de tela por meio de outros tipos de atividade.<\/p>\n<p>Criar inten\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, ou seja, que buscam ensinar e aprender com as crian\u00e7as, \u00e9 chave para viver em um mundo das telas amig\u00e1veis. Qual \u00e9 o conjunto de motiva\u00e7\u00f5es e finalidades que nos leva a realizar determinado ato de determinada maneira com as telas?<br \/>\nUma quest\u00e3o importante \u00e9 que o mundo em que eu vivo \u00e9 bem diferente do mundo em que voc\u00ea, leitor ou leitora, vive. Ambos tamb\u00e9m vivemos diferentes nos mundos em que as crian\u00e7as habitam nas telas. Eu me alimento disso nas telas, fa\u00e7o aquilo por l\u00e1, voc\u00ea faz assado e se conecta com outros tipos de recursos, e da\u00ed come\u00e7a nossa jornada diante da diversidade de quem somos e como vivemos e dedicamos nosso tempo de vida nas telas. Quando temos uma inten\u00e7\u00e3o clara com o foco de educarmos audiovisualmente n\u00f3s mesmos e o outro, precisamos ent\u00e3o construir a partir dessa inten\u00e7\u00e3o o mundo em que queremos viver. Esse seria ent\u00e3o um mundo amig\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 a partir do ponto de vista do educador audiovisual Igor Amin, que escreve este texto, mas um lugar cheio de pontos de vistas, diversificados e baseados em um senso comum que inclua princ\u00edpios \u00e9ticos, de respeito \u00e0s diferen\u00e7as, com valores humanos que fa\u00e7am sentido para cada um que o habita, sem limitar as possibilidades de sermos quem somos e construirmos o mundo das telas em que queremos viver.<\/p>\n<p>Agora que introduzi como \u00e9 minha vida no mundo das telas, gostaria muito de te convidar para aprofundar na percep\u00e7\u00e3o de como \u00e9 viver no seu mundo (das telas), sem esquecer que em sua vida tamb\u00e9m h\u00e1 diversos outros mundos que fazem parte do seu cotidiano, da hora que acorda \u00e0 hora que est\u00e1 dormindo, assim como tamb\u00e9m faz parte da sua hist\u00f3ria, desde quando nasceu at\u00e9 a idade que est\u00e1 aqui e agora. Se cada um de n\u00f3s habitamos um mundo das telas diferentes, podemos nele viver de v\u00e1rias formas e participarmos juntos de uma tomada de consci\u00eancia sobre quais s\u00e3o esses mundos e assim ver, fazer, pensar e sentir os filmes. Por isso, eu gostaria muito de conhecer como voc\u00ea vive no seu mundo das telas. Voc\u00ea sabe como chegar at\u00e9 mim por meio das telas? Procure a gente para trocar essa prosa boa. \u00c9 este o meu convite para voc\u00eas, leitores e leitoras: buscarmos juntos uma forma amig\u00e1vel de rela\u00e7\u00e3o com o mundo das telas, ensinando e aprendendo com as crian\u00e7as a como viver nesse mundo. N\u00e3o tem um jeito s\u00f3 de viver nele.<\/p>\n<p>Acredito que chegou a hora de come\u00e7armos uma jornada em busca de uma cultura das telas amig\u00e1veis. Amig\u00e1veis? Tipo f\u00e1cil de mexer, para que qualquer crian\u00e7a consiga acessar, que d\u00ea para seu av\u00f4 e av\u00f3 navegarem? Bom, quando falo amig\u00e1vel, estou falando de amizade mesmo gente, de uma tela que nos faz companhia, nos ajuda a encontrarmos com amorosidade quem somos e o que queremos para o mundo.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a a comunidade de educa\u00e7\u00e3o audiovisual \u201cO que queremos para o mundo?\u201d em:<\/p>\n<p>www.oquequeremosparaomundo.com.br<\/p>\n<p>Assista o longa-metragem document\u00e1rio (80 min.) \u201cEm busca das Telas Amig\u00e1veis\u201d:<\/p>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"EM BUSCA DAS TELAS AMIG\u00c1VEIS - Igor Amin, doc, 80 min (2022)\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d0h_pHSuV3I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p><span class=\"bolder\">Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<ul>\n<li>ATA\u00cdDES, Igor Amin. Como educar as crian\u00e7as no mundo das telas? Belo Horizonte: Aletria, 2021.<\/li>\n<li>HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcelo Brand\u00e3o Cipolla. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2013.<\/li>\n<li>STEINER, Rudolf. A Filosofia da Liberdade: fundamentos para uma filosofia moderna. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcelo da Veiga. S\u00e3o Paulo: Antropos\u00f3fica, 2000.<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p style=\"font-family: 'Booster Next Black';\" data-fusion-font=\"true\">Sobre o autor:<\/p>\n<p>* <span style=\"font-family: 'Booster Next Black';\" data-fusion-font=\"true\">Igor Amin<\/span> \u00e9 Educador Audiovisual, Diretor e Empreendedor Criativo. Graduado em Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 Publicidade e Propaganda \u2013 pela PUC Minas \u2013 Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais (2007), Mestre Interdisciplinar em Ci\u00eancias Humanas na linha de Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade pela UFVJM \u2013 Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2020) e Especialista em Biopsicologia pelo Instituto Vis\u00e3o Futuro (2010). Integrante do Grupo de Estudos em Literatura, Arte e Cultura (UFVJM\/CNPq). \u00c9 autor do livro \u201cComo educar as crian\u00e7as no mundo das telas?\u201d (Editora Aletria, 2022) e idealizador da comunidade de educadores e educadoras audiovisuais \u201cO que queremos para o mundo?\u201d.<\/p>\n<p>www.oquequeremosparaomundo.com.br<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Igor Amin<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,96],"tags":[],"class_list":["post-12214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares","category-olhares-2023"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Vivendo em um mundo das telas amig\u00e1veis - Ciranda de Filmes 2023<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cirandadefilmes.com.br\/2023\/vivendo-em-um-mundo-das-telas-amigaveis\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Vivendo em um mundo das telas amig\u00e1veis - 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